A ministra da Energia procurou, no briefing desta quinta-feira, marcado na véspera da marcha lenta contra o aumento do preço dos combustíveis, esclarecer as dúvidas levantadas pelo líder socialista, que tem insistido nas explicações do Governo sobre as reservas estratégicas de combustível. De acordo com Maria da Graça Carvalho, cerca de 132 mil toneladas de crude, menos de 10% das reservas nacionais, estão armazenadas em França. “Não é o facto de estar fora que não é reserva portuguesa e está disponível para a utilização assim que for necessário”, afirmou.
A governante explicou que o armazenamento em França é uma solução temporária e que o Governo já recebeu um estudo sobre possíveis localizações para aumentar a capacidade de armazenamento em Portugal.
O investimento previsto é de cerca de 60 milhões de euros, com a obra a demorar quatro a cinco anos. “Pedimos imediatamente o estudo de possíveis localizações e quanto custa aumentar a capacidade de armazenamento em Portugal para ter tudo em território português”, revelou.
Em caso de necessidade, a mobilização das reservas armazenadas em França demoraria duas a três semanas, segundo a ministra.
“São sempre primeiro utilizadas as reservas que estão armazenadas no território português e só depois as que estão fora”, explicou.
Graça Carvalho garantiu ainda que Portugal mantém a segurança energética e salientou que o armazenamento de reservas estratégicas noutros países “é um sistema muito utilizado” na Europa.