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França: cemitério com campas de portugueses em risco de ruir

“No cemitério Est de Boulogne-sur-mer estão sepultados 44 soldados no talhão português, zona onde se encontra também um Memorial, inaugurado no dia 27 de novembro de 1938, em homenagem aos soldados portugueses que participaram na I Guerra Mundial. Neste cemitério estão também cerca de 5800 soldados da Commonwealth”, explicam na introdução de uma questão parlamentar quatro deputados do PSD que se dirigem ao governo preocupados porque o monumento “apresenta evidentes sinais de degradação e estará mesmo em perigo de ruir”.

Após a I Guerra mundial, os soldados portugueses que morreram em França e que foram sepultados nos vários cemitérios da região, foram depois transladados para o Cemitério Militar Português de Richebourg, onde estão atualmente 1.831 campas com os restos mortais dos nossos compatriotas, ficando apenas 44 campas em em Boulogne-sur-mer.

Os deputados lamentam que não haja, à entrada do cemitério, uma lista dos soldados portugueses ali sepultados ou um livro de condolências onde os visitantes possam deixar as suas mensagens ao contrário do que acontece em relação aos soldados da Commonwealth que também ali estão sepultados. Praticamente todas as lápides do cemitério de Boulogne estão degradadas, apresentando fissuras e com os nomes dos soldados que ali se encontram quase apagados, sendo a situação ainda pior do que aquela que se verifica no Cemitério Militar Português de Richebourg.

Assim, os deputados do PSD dirigem-se ao Ministro da Defesa Nacional e ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, para saber se tem o Governo conhecimento desta situação que se verifica no Cemitério Est de Boulogne-sur-mer, e se está o Governo a ponderar tomar alguma medida para resolver esta situação tendo em conta a importância da preservação da nossa memória histórica e o respeito por todos aqueles portugueses que pereceram em França durante a I Guerra Mundial.

Os deputados signatários da questão são Carlos Alberto Gonçalves, Ana Miguel dos Santos, António Maló de Abreu e José Cesário.