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Filme português vence festival de Arouca

A longa metragem portuguesa “A Escritora”, de Hugo Pinto, venceu a Lousa de Ouro, prémio para o melhor filme da 18.ª edição do Arouca Film Festival.

A organização do certame, que terminou no sábado à noite, descreve que o filme, de 2019, “parte de um conto de Andreia Azevedo Moreira e é sobre uma mulher com um talento fora do comum para a escrita, ensombrada por uma doença de foro psicológico: a hipergrafia – a incurável doença da escrita”.

Na história, Alice, a protagonista, “sofre com o impulso de escrever, não conseguindo estancar o fluxo verbal que a assola. Ao lado da sua luta contra a doença, surge a conflituosa relação que mantém com o marido”, acrescenta o comunicado da organização do festival.

“A obra fala sobre a estreita ligação entre a genialidade e a doença depressiva, na pele de uma escritora em ascensão, grávida de gémeos e com conflitos emocionais com o marido”, escreve ainda sobre o filme que tem entre os atores Afonso Pimentel, Catariana Lima e Áurea e a narração de Dalila Carmo.

Este é o terceiro filme de Hugo Pinto, que realizou “TU”, em 2016, e “Espelho Meu”, em 2018, lembra a organização.

Citado pelo comunicado, o diretor do festival, João Rita, e presidente do Cine Clube de Arouca, associação que organiza o certame, “esta foi uma edição muito especial, o festival fez 18 anos, e é sempre um orgulho ver os filmes portugueses vencer, pois é sinal da força do cinema português e também faz jus à existência dos festivais de cinema no nosso país”.

“Este ano, mais do que nunca, o público precisa de nós, os cineastas de todo o mundo precisam de nós, quisemos mostrar que é possível continuar a trabalhar a cultura e o cinema, quisemos também ser um incentivo para todos os realizadores e para o ano cá estaremos para receber mais obras vindas de todos os cantos do mundo”, refere João Rita.

A Lousa de Prata irá para a Rússia, depois de o filme “The Gift” de Radik Kudoyarov ser reconhecido como segundo melhor filme do festival, enquanto na categoria Filmes Covid, dedicada a obras produzidas durante o período de confinamento, o vencedor foi o filme brasileiro “Diário do Isolamento 121”, de Elder Fraga, revelou a organização.

No total, durante a semana, 58 filmes de vários países estiveram em competição em Arouca.