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Falência da Germania vai ter impacto negativo no Algarve

A companhia alemã Germania apresentou o pedido de insolvência no tribunal Amtsgericht Berlin-Charlottenburg, na segunda-feira, 4 de fevereiro, o que torna oficial a cessação de todas as operações. A notícia não surpreendeu a indústria da aviação, pois desde há algum tempo que eram conhecidas as dificuldades financeiras da empresa, uma das mais antigas operadoras no conceito charter europeu.

A Germania especializou-se em voos de férias e tinha um longo historial de ligações a Faro, sendo as rotas mais recentes para Dresden, Muenster, Fredischafen e Nuremberga. Servia também com bastante frequência outras companhias congéneres como a Tuifly e a Lufthansa com o aluguer aeronaves e tripulações, ou então por consignação de assentos a agências de viagens.

João Fernandes, presidente do Turismo do Algarve, considera que «infelizmente esta é mais uma notícia que não queríamos ter recebido, especialmente tendo em conta que a Alemanha é um dos principais mercados tradicionais do Algarve. Esta falência implica a perda de quatro rotas para o destino, o que se estima que venha a afetar cerca de 25 mil turistas, traduzindo-se numa eventual diminuição de aproximadamente 5 por cento face ao número total de passageiros provenientes deste mercado».

«No entanto, temos as ferramentas necessárias para minimizar esse impacto e, tal como aconteceu recentemente com as falências de companhias como a Monarch, a Air Berlin ou a Niki, acreditamos que a região seraá capaz de dar a volta por cima e de colmatar as rotas e frequências perdidas», disse ao jornal Barlavento.

A Associação de Turismo do Algarve (ATA), em conjunto com o Turismo de Portugal e o Aeroporto Internacional de Faro, «irá procurar reforçar as negociações com outras companhias aéreas, com o objetivo de colmatar as rotas e frequências perdidas, dando-lhes a conhecer o potencial que as rotas até agora operadas pela Germania representam. Em paralelo, iremos intensificar o nosso trabalho tendo em vista a realização de campanhas de marketing conjuntas com companhias e operadores turísticos, no sentido de incrementar as vendas do destino junto deste mercado, tido como prioritário», esclarece João Fernandes, presidente da ATA.

Com a falência da Air Berlin, a Germania ambicionava renovar a frota e assumir muitos dos destinos da extinta empresa mas acabou por enfrentar problemas de financiamento inesperados.

Segundo jornal Barlavento, também a situação financeira da «Norwegian Airlines» está a preocupar os operadores turísticos do Algarve.