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Excesso de tecnologia pode acabar com os carros compactos?

Um veículo compacto é definido como um veículo familiar pequeno, que ocupa um pouco menos de espaço nas vias públicas. Seu custo para as montadoras, porém, tem se tornado cada vez mais alto, e o lucro não compensa. Por isso, há risco de que os carros compactos cheguem ao fim.

Carros compactos são caracterizados por três vantagens principais. A primeira delas é que eles possuem custo mais baixo e acessível aos usuários. Ao mesmo tempo, eles consomem menos combustível do que um veículo “comum”, o que proporciona certa economia para as finanças.

Outro ponto que chama atenção neste tipo de auto são os custos para a sua manutenção, também mais baratos.

É por esses fatores que os veículos são tão procurados. Para se ter uma ideia, apenas em 2018, o VW Polo, o carro compacto mais vendido do mundo, teve 711.827 unidades comercializadas.

Por que os carros compactos devem chegar ao fim?

Mesmo que um carro compacto tenha benefícios, a preocupação com o meio ambiente é cada vez maior. Afinal, a emissão de poluentes na atmosfera é a principal causadora do aquecimento global. O fenômeno tem provocado inúmeras mudanças climáticas e pode afetar toda a vida na Terra. Por esse motivo, é exigida cada vez mais tecnologia, em todos os veículos no mundo, buscando diminuir a emissão dos gases.

A Comissão Europeia, por exemplo, estabeleceu a meta de cortar as emissões de gases pelos automóveis em 35%, até 2030. Para atingir a marca e respeitar as sanções dos países, as montadoras precisam, então, utilizar novos mecanismos de redução desses poluentes. Ou seja, é preciso instalar maior tecnologia no automóvel, mesmo que ele seja compacto e mais barato.

Segundo especialistas, este investimento “extra” em tecnologia pode custar cerca de 3,5 mil euros. Assim, um veículo que teria custo de 11 mil euros, agora chegará ao mercado, para o consumidor, por um valor de, pelo menos, 14,5 mil euros. Um carro compacto é limitado, e um veículo “comum”, também chamado de médio, tem custo aproximado de R$ 15 mil.

Para as montadoras, então, o investimento não vale a pena. Por que inserir mais tecnologia em um veículo compacto, se os automóveis médios serão bem parecidos, inclusive no preço? O custo para a produção de carros comuns costuma ser mais interessante para as empresas, uma vez que eles são fabricados em maior escala e têm tecnologia já mais ampla.

O que fazer?

A tendência é que os carros compactos, com o tempo, deixem de existir. Ainda assim, há versões mais “aventureiras” no mercado, que devem permanecer à venda. Afinal, elas já possuem maior tecnologia, para garantir seu uso para além das vias urbanas.

Vale mencionar que um carro compacto, geralmente pelo custo menor, acaba tendo um seguro mais em conta, caso não esteja na lista dos mais roubados, porém isso pode variar diante de vários fatores. Mas se as montadoras realmente tirarem os veículos de circulação, as seguradoras de carro terão que se adequar à nova realidade.

Vai “sentir saudades” dos carros compactos quando eles chegarem ao fim? Não se preocupe! Com o tempo, é provável que as seguradoras utilizem tecnologias que tornem os automóveis médios mais baratos e económicos.

Jeniffer Elaina, SeguroAuto.org