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Excesso de carne levou a que os cães tenham sido domesticados

Os cães podem ter sido domesticados, durante a Idade do Gelo, porque os nossos ancestrais tinham mais carne do que aquela que conseguiam consumir. No fundo, a história entre o ser humano e o cão nasceu, como tantas outras amizades, num bom banquete.

Maria Lahtinen, da Autoridade Alimentar Finlandesa, sugere que a chave para a domesticação dos cães pode ter sido o excesso de carne. Durante a Idade do Gelo, as comunidades de caçadores-coletores, na metade norte do planeta, viram-se a braços com um excedente de carne, uma vez que nem tudo o que foi caçado foi consumido.

Os cães foram domesticados quando mantos de gelo cobriram grande parte do norte da Eurásia. Nessa altura, humanos e lobos teriam competido por comida, mas, ao contrário dos lobos, os nossos ancestrais não conseguiam subsistir apenas com proteínas da carne, pelo que acabou por sobrar muito alimento.

De acordo com o New Scientist, a equipa liderada por Lahtinen calculou a quantidade de alimento disponível durante os invernos árticos, com base nas espécies de presas que lá viveram, e descobriu que havia um excesso de carne magra.

Segundo a investigadora, os caçadores-coletores podem ter acolhido crias de lobo órfãs, encarando-as como animais de estimação, alimentando-as com a carne magra que sobrou.

Na altura, os nossos ancestrais não tinham nenhum objetivo de longo prazo em mente. Ainda assim, os lobos domesticados terão provado, mais tarde, ser parceiros de caçamuito úteis, algo que reforçou a domesticação.

O artigo científico com as descobertas foi publicado no dia 7 de janeiro na Scientific Reports.