De que está à procura ?

luxemburgo
Lisboa
Porto
Luxemburgo, Luxemburgo
Colunistas

Das quotas

Que a mulher em nada é inferior ao homem, é opinião que ninguém contesta. Em certos casos, talvez, lhe seja superior.

Que cada um é senhor do seu corpo – seja homem ou mulher, – é igualmente verdade incontestável, ainda que existam limites. Não me refiro à Moral; mas à Medicina, a fim de se evitarem sérios problemas de saúde físicos e psíquicos.

Mas, pode-se pensar (devido a irrefletidas atitudes) que há quem pretenda guerra de sexos: feminino contra o masculino como se fossem antagónicos.

Eu sei que não é assim, já que um completa o outro.

Depois da exacerbada “luta de classes”, luta tão querida dos partidos socialistas, que resultou numa maior justiça social, no século XX; surge agora nova “guerra”: a das quotas.

Pretende-se, com isso, proteger raças, religiões e o sexo feminino; olvidando que as cotas, em geral, são deprimentes para os beneficiários – mesmo não sendo verdade, e sei que o não é, – leva a pensar que se está, por exemplo, na Universidade, não por mérito mas devido à cor da pele, ou por ser filho, por exemplo, de emigrante ou estrangeiro.

Todavia, o emprego de quotas, torna-se ainda mais burlesco quando alguém é preferido, devido ao sexo para ocupar cargos no parlamento ou certos lugares cimeiros da nação.

Para governar, com rigor e justiça, deve-se escolher sempre os mais competentes já que se trata de cargos de responsabilidade extrema, que obrigam a legislar e estabelecer diretrizes, que podem beneficiar ou prejudicar milhões de cidadãos indefesos.

No entanto, parece, a escolha, não se basear na competência, ou pelo menos só nisso, mas na igualdade: tantos homens, tantas mulheres.

Ao conversar com amigo, sobre vantagens e malefícios das cotas, este saiu-se com uma muito boa:

E sabia que há mais moças que rapazes no ensino superior, já que elas aparentemente são mais estudiosas. E como estamos na moda das quotas, por que não criar uma, para entrarem na faculdade mais rapazes que meninas?