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Conselheiros vão pedir a Cafôfo escritório consular em Munique

Os membros do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) na Alemanha vão sugerir a abertura de um escritório consular em Munique e outros reforços dos serviços consulares, aproveitando a visita do secretário de Estado Paulo Cafôfo na próxima semana.

O reforço da rede consular, o ensino do português e a abolição das propinas, além das formas de apoio ao associativo são os temas que os conselheiros na Alemanha acordaram entre si como pontos comuns a debater no encontro que vão ter com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, que inicia segunda-feira uma visita de uma semana ao país.

“Vamos apresentar um pedido de abertura de um escritório consular em Munique”, onde o número de emigrantes portugueses tem crescido, mas também “devido à importância industrial e comercial”, adiantou à Lusa um dos conselheiros, Manuel Machado (na foto acima).

Outra situação é a do consulado de Estugarda que “está em rutura, quase não consegue fazer o trabalho”, afirmou Manuel Machado, alertando que “ao anunciar que vai pôr 20 ou 30 esquece que já saíram centenas”, referindo-se ao anúncio pelo Governo de que vai proceder este ano ao reforço dos serviços consulares.

A rede consular deve ser “mais dinâmica e mais próxima”, salientou também Alfredo Stoffel, outro dos conselheiros na Alemanha, que focou a necessidade de reforço de pessoal em Berlim e em Hamburgo, e a possibilidade de ter um técnico de serviço social.

O Ensino do Português no Estrangeiro (EPE) é outra preocupação e os conselheiros defendem a abolição “imediata” da propina, lembrando que o Partido Socialista, agora no Governo, foi contra a sua introdução, feita no tempo da ‘troika’.

“O PS disse no programa de Governo que a propina era para ser ilimitada gradualmente. Nós dizemos que deve ser imediato. Mas, além disso, qual é a redução gradual para 2023? E depois? Não sabemos”, questionou Alfredo Stoffel.

“São os professores que dão a cara”, lembrou, por um sistema que os conselheiros entendem dever ser analisado pondo outras questões na equação, como os horários das aulas, como torná-lo atrativo para alunos bilingues, descendestes de terceira ou quarta geração ou em que um dos pais não é português.

Sobre o apoio ao movimento associativo, “tem que haver uma discussão na comunidade sobre qual é o movimento que quer e qual o que o Estado português acha que deve haver”, defendeu Manuel Machado, concordando que não pode ser só o Estado a encontrar soluções.

É preciso, disse, “fomentar a participação cívica” e “tem que haver informação através dos ‘media’”, mas também os partidos políticos “são responsáveis, não só o Governo”, e deve haver abertura das associações à comunidade em que se inserem.

Sobre os apoios ao associativismo, o conselheiro referiu ainda a formação de dirigentes associativos, lamentando que a burocracia para conseguir obter apoios do Estado seja “muito complicada para quem não está habituado”, mas referiu também que as associações devem ser mais ativas, porque têm possibilidade de ir buscar apoios locais, junto de entidades alemãs.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas visitará a Alemanha de 27 de fevereiro a 04 de março, numa viagem de seis dias em que vai estar em Berlim, Hamburgo, Dusseldorf, Estugarda e Frankfurt.

Da visita fazem parte encontros com membros e representantes da comunidade portuguesa, representantes das autoridades locais e federais da Alemanha e ainda visitas a escolas e empresas portuguesas.

O secretário de Estado da Segurança Social juntar-se-á à comitiva a partir de 02 de março.

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