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Como lidar com o envelhecimento?

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) está a participar num projeto europeu sobre envelhecimento ativo, denominado AGEment, que recorre à Cultura para manter as pessoas ativas, foi anunciado.

Segundo Carolina Vila-Chã, docente na Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto (ESECD) e responsável pela equipa do IPG, “uma das prioridades do projeto é que se preservem as tradições e se promova a transmissão de elementos culturais ao longo de gerações, em que as pessoas mais velhas vão ter uma participação ativa”.

O projeto AGEment (Adult senior awareness on Active Ageing: connecting Cultural Heritage with elders empowering) vai “utilizar a Cultura para manter as pessoas ativas do ponto de vista cognitivo, físico e social”, disse a responsável à agência Lusa.

Durante a execução do projeto, que decorrerá até outubro de 2020, a equipa de trabalho do IPG vai “recolher tradições e elementos culturais” com o envolvimento do maior número possível de idosos da região.

Carolina Vila-Chã calcula que serão abrangidos “mais de 150 idosos” a título individual e através de associações e de instituições particulares de solidariedade social.

O IPG participa no projeto com uma equipa de trabalho multidisciplinar, que integra cinco docentes e um aluno bolseiro das áreas da atividade física, animação sociocultural, informática e comunicação.

O AGEment tem um financiamento de cerca de 181 mil euros no âmbito das parcerias estratégicas para a Educação de Adultos do programa europeu Eramus+ (KA204).

Para além do IPG, a iniciativa envolve o Centro Sportivo Educativo Nazionale (Itália), o Centro de Cirurgía de Mínima Invasión Jesús Usón (Espanha) e a Fundatia Geron (Roménia).

O IPG acolhe a segunda reunião internacional com todos os parceiros que fazem parte do projeto de investigação na área do envelhecimento ativo.

Segundo os promotores, o AGEment “está centrado na promoção multidimensional do envelhecimento ativo através da herança cultural e sua preservação” e a informação obtida será “classificada e colocada ao dispor de profissionais e cuidadores que trabalham nas áreas do envelhecimento e educação para adultos”.

Ao nível do trabalho a realizar na Guarda, pretende-se “desenvolver um trabalho que promova a inclusão, não só de estudantes das licenciaturas da ESECD, mas também de voluntários com mais de 65 anos, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva e participativa”.

De acordo com os objetivos do programa, embora o grupo alvo seja o idoso, “os conteúdos e mensagens serão adaptados a adultos e jovens”, para aumentar o impacto social.

“Assim, soluções de TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) distintas serão propostas para se enquadrarem numa ampla gama de competências digitais (aplicações para dispositivos móveis e ‘smart’ TV), aumentando a aceitação do projeto entre diferentes faixas e competências digitais”.