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Cheias em Timor: Portugal pronto para ajudar

O primeiro-ministro, António Costa, declarou hoje acompanhar consternado a perda de vidas e destruição, devido às cheias em Timor-Leste, afirmando que Portugal está “solidário como sempre” com aquele país e quer apoiá-lo.

“Acompanho, com consternação, os relatos da perda de vidas e da destruição provocadas pelas cheias em Timor-Leste. Portugal está solidário com o povo timorense, como sempre, e apoiará os esforços para fazer face à devastação”, foi a mensagem escrita numa rede social virtual pelo chefe de Governo.

As cheias em território timorense provocaram, pelo menos, 11 mortos.​​​​​​​

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, já tinha oferecido a solidariedade e o apoio de Portugal a Timor-Leste, em declarações à agência Lusa, referindo já ter falado com o embaixador em Díli e com a ministra timorense dos Negócios Estrangeiros, que lhe transmitiram que “as inundações são violentíssimas”.

A ajuda de Portugal deverá passar pelo programa de cooperação que Portugal tem com Timor-Leste.

As cheias que atingiram hoje grande parte da cidade de Díli provocaram pelo menos 11 mortos, segundo um balanço atualizado, mas ainda provisório da Proteção Civil.

Responsáveis do Governo e das várias estruturas de emergência estiveram reunidos de urgência no Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC) para analisar os danos causados pelas cheias, que arrastaram casas, destruíram estradas e várias outras estruturas.

Entre as prioridades definidas nessa reunião alargada, liderada pelo CIGC, está o apoio à evacuação das zonas mais afetadas e ao realojamento de centenas de famílias afetadas pelas inundações, em vários pontos da cidade.

Nos últimos dias, os serviços meteorológicos tinham alertado para o risco de chuva forte em várias zonas do país, com destaque para a costa Norte, devido aos efeitos de um sistema de baixa pressão, localizado sobre a parte ocidental da ilha de Timor.

As chuvas intensas já tinham causado problemas em vários municípios do país nos últimos dias, com relatos de casas destruídas e outras infraestruturas afetadas, incluindo estradas e pontes.