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Centenário do Armistício: Macron encorajou países do mundo a juntar forças

O Presidente francês, Emmanuel Macron, advertiu este domingo contra o crescimento do nacionalismo, a que chamou “o oposto do patriotismo”, no discurso que proferiu nas comemorações do centenário do Armistício, no Arco do Triunfo, em Paris.

“O patriotismo é precisamente o oposto do nacionalismo. O nacionalismo é uma traição do patriotismo. Ao dizermos ‘os nossos interesses primeiro, o que quer que aconteça aos outros’, estamos a apagar aquilo que de mais precioso uma nação pode ter, o que lhe dá vida, o que lhe dá grandeza e o que é mais importante: os seus valores morais”, disse Macron.

“A lição da Grande Guerra não pode ser o rancor de um povo contra os outros”, frisou Macron. “Partilhemos as nossas esperanças em vez de opormos os nossos medos”, disse.

O Presidente francês elogiou o patriotismo dos soldados que combateram na I Guerra Mundial, e afirmou que, nesse conflito, havia uma “visão de França como uma nação generosa, portadora de valores universais”.

“Juntemos as nossas esperanças em vez de opor os nossos medos”, disse, apelando aos dirigentes mundiais que recusem “o fascínio pelo isolamento, a violência e a dominação”.

Macron encorajou os países do mundo a juntar forças no combate a “ameaças como as alterações climáticas, a degradação da natureza, a pobreza, a fome, a doença, a desigualdade, a ignorância”.

Macron falava perante 72 dirigentes mundiais, entre os quais a chanceler alemã, Angela Merkel, e os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin.

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, assistiu à cerimónia sentado entre o Presidente de Itália, Sergio Mattarella, e o príncipe do Mónaco, Alberto II.

Após o discurso de Macron, a Orquestra da Juventude da União Europeia, integrada por jovens músicos de todos os Estados-membros da UE, incluindo vários portugueses, interpretou o Bolero de Ravel.

A cerimónia no Arco do Triunfo foi seguida de um almoço oficial oferecido aos chefes de Estado no Palácio do Eliseu, sede da presidência, aos primeiros-ministros em Matignon, sede do governo, e às primeiras-damas no Palácio de Versailles.

Um forte dispositivo policial enquadrou as comemorações dos 100 anos do fim da Grande Guerra (1914-18), com cerca de 10.000 polícias destacados para a capital francesa e medidas especiais como a interdição do acesso automóvel um amplo perímetro em torno da praça Étoile, onde fica o Arco do Triunfo, e o encerramento de oito estações do metropolitano a partir das 07:00.