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Arte portuguesa nas ruas de Xangai

O artista plástico português José de Guimarães participou na bienal de arte urbana de Xangai, na China, com dois projetos artísticos que voltam a cruzar referências de várias culturas, contou à agência Lusa.

A Shanghai Urban Space Art Season 2019, que terminou em dezembro, contou com criação e apresentação de 20 obras de arte pública de vários artistas chineses e estrangeiros, colocadas em espaços ao longo da zona ribeirinha de Xangai.

“O atlas da viagem contemporânea passa por Xangai. A minha obra tem sido mostrada, espalhada, e com caráter permanente na maior parte das zonas por onde os antigos navegadores passaram. Procurei fazer obras que, de certo modo, provocam essas ideias, uma vez que a minha produção artística se alimenta de culturas de outras regiões”, explicou José de Guimarães.

O artista plástico, que regressou agora de Xangai, participou na bienal chinesa com dois projetos distintos: A criação de dois pórticos num percurso junto ao rio Huangpu e a instalação de um painel com tubos de néon, numa zona de meditação no interior de um edifício.

A realização da bienal de arte urbana de Xangai de 2019 – numa edição dedicada ao tema do “Encontro” – faz parte de uma política local de renovação urbanística e de desenvolvimento da cidade chinesa, com cerca de 24 milhões de habitantes.

José de Guimarães, que em 2019 completou 80 anos, tem uma longa ligação ao Oriente, em particular à China e ao Japão, onde expõe com regularidade.

Em 2012, teve obra exposta no Suzhou Jinji Lake Art Museum, no leste da China, e no ano seguinte inaugurou uma exposição no Museu de Arte da província de Shaanxi, no norte do país.

Atualmente, e até 15 de março, José de Guimarães tem uma retrospetiva patente no Museu Wurth Erstein, em França.

José de Guimarães está representado em museus e coleções nacionais e estrangeiros, nomeadamente no Museu Real de Arte Moderna, em Bruxelas, nos museus de Arte Moderna de São Paulo e de Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro, na Fundação Akemi, em Osaka, no Japão, e no Museu Espanhol de Arte Contemporânea, em Madrid.

Atualmente, dezenas de obras criadas pelo artista, e as suas coleções de arte chinesa, africana e pré-colombiana, com milhares de artefactos, estão cedidas e expostas no Centro Internacional de Artes José de Guimarães, em Guimarães, cidade onde nasceu.

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