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Ano bom no Douro pode encher 288 mil pipas de vinho

O Douro poderá produzir entre as 263 mil e 288 mil pipas de vinho nesta vindima, mais 23% do que a média da colheita dos últimos cinco anos, divulgou a Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID).

A diretora-geral da ADVID, Rosa Amador, afirmou aos jornalistas que, este ano, “as previsões são superiores à média” e adiantou que, em termos de qualidade, as expectativas também “são boas” porque as “uvas estão muito sãs”.

Em 2018, a produção de vinho declarada na Região Demarcada do Douro rondou as 200 mil pipas de vinho, um valor inferior às previsões iniciais.

De acordo com a associação, a expectativa de colheita para a vindima de 2019 vai das 263 mil às 288 mil pipas de vinho.

As previsões da ADVID são baseadas no método de pólen recolhido na fase de floração da videira, entre maio e junho, nas três sub-regiões do Douro: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior e, por isso, não têm em consideração os fatores pós-florais, que podem alterar o potencial de colheita, nomeamente as condições climatéricas que podem ocorrer até à vindima.

Rosa Amador salientou que o ano vitícola “correu bem” para os viticultores, nomeadamente em termos fitossanitários, já que não se verificou “grande pressão de doenças” até ao momento.

De acordo com responsável, houve um pouco de desavinho e, no final da semana passada, foram verificadas algumas situações de escaldão (em que o bago fica queimado), na zona do Baixo Corgo, devido às temperaturas altas que se fizeram sentir.

“Nós fazemos um seguro de grupo para os nossos associados e já estão a apresentar danos resultantes das temperaturas elevadas e da humidade relativa baixa que ocorreu na quinta e sexta-feira”, referiu.

O desavinho é um acidente fisiológico em que não ocorre a transformação das flores em fruto.

“Até ao momento, ainda não há nada que nos diga que possa ter algum reflexo negativo na produção, vamos ver como corre daqui para a frente”, frisou a responsável.

O ano de 2018 foi considerado difícil para o Douro e a produção ficou abaixo das previsões de vindima devido, sobretudo, à pressão de algumas doenças na vinha, com destaque para o míldio, ao escaldão e a situações de secura verificadas em setembro.

As previsões de vindima são um dos parâmetros avaliados pelo conselho interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) para definir o benefício, ou seja, a quantidade de mosto que cada produtor pode transformar em vinho do Porto.