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ANA diz que Ryanair pode abandonar Portugal

O diretor executivo da ANA Aeroportos diz que a Ryanair pode abandonar Portugal a qualquer momento. O presidente-executivo da ANA-Aeroportos de Portugal CEO, Thierry Ligonnière, lembrou aos deputados da comissão parlamentar de economia que a companhia aérea “Ryanair pode dizer que já não encontra condições operacionais e económicas suficientes para preencher os seus objetivos e deixar as operações” em Portugal.

Estas afirmações são feitas a menos de 24 horas da greve de pessoal de cabine que vai afetar quase 200 voos sexta-feira. Na quarta-feira a companhia aérea de baixo custo comprometeu-se a negociar acordos coletivos com os tripulantes de cabina antes do fim do ano, incluindo salários, tempos de descanso e contratações diretas de pessoal. Na antevéspera da greve, a Ryanair emitiu um comunicado em que anunciou a sua disponibilidade para negociar matérias contratuais coletivas e benefícios locais para os trabalhadores de cada país.

A companhia irlandesa comprometeu-se ainda a negociar com os pilotos, antes de 31 de dezembro, nomeadamente matérias salariais, turnos, licenças anuais, mudanças de base e progressões nas carreiras.

A Ryanair anunciou entretanto que já apresentou uma queixa à Comissão Europeia por práticas anticoncorrenciais por parte do pessoal, dos sindicatos e de grupos de pressão, que considera estarem a impedir as negociações entre a empresa e os seus pilotos e tripulantes. A empresa irlandesa considera que são os tripulantes da companhia aérea norueguesa Norwegian sedeados em Alicante que estão a organizar a greve de tripulantes em Espanha, tal como os trabalhadores da TAP estão a fazer em Portugal.

A compania aérea da baixo custo reconheceu que tem falta de experiência de negociação com os sindicatos, mas considerou ilegal que alguns sindicatos insistam em ter à mesa negocial pilotos que estão ao serviço da empresa.