De que está à procura ?

luxemburgo
Lisboa
Porto
Luxemburgo, Luxemburgo
Colunistas

A rede de autarcas portugueses em França

No decurso dos últimos anos tem sido pública e notória a intervenção de portugueses e lusodescendentes na vida política além-fronteiras, fenómeno revelador da admirável integração das Comunidades Portuguesas e do papel importante que as mesmas desempenham no desenvolvimento das sociedades de acolhimento.

Este fenómeno crescente de participação cívica e política, que perpassa as várias comunidades lusas espalhadas pelos quatro cantos do mundo, assume uma enorme proporção e relevância em França, nação europeia onde vive a maior comunidade de portugueses no estrangeiro.

Nas últimas eleições municipais francesas, que decorreram entre 15 de março e 28 de junho deste ano, num conjunto de mais 15 mil candidatos de origem portuguesa, segundo dados recolhidos pela CIVICA e o LusoJornal, respetivamente, a associação de autarcas de origem lusa no território gaulês e o jornal de referência da comunidade luso-francesa, foram eleitos mais de 7 mil autarcas com raízes nacionais.

Disseminados por todo o território gaulês, os milhares de eleitos locais de origem portuguesa, muito presentes na região de Île-de-France, a mais populosa da França e onde se situa Paris, desempenham deste modo um papel de capital importância no desenvolvimento e promoção da qualidade de vida da população francesa, tanto pela proximidade como pela capacidade em dar respostas céleres e eficazes às suas necessidades.

Concomitantemente, esta notável rede de autarcas lusos em França evidencia que os portugueses no Mundo, que totalizam mais de cinco milhões, são incontornavelmente um dos pilares fundamentais para a afirmação hodierna da pátria de Camões no concerto das nações.

De facto, a rede de autarcas lusos em França, assim como as diversas redes de luso-eleitos dispersas pela vasta geografia das Comunidades Portuguesas, constituem uma tremenda mais-valia na inserção de Portugal nos diferentes espaços, provendo o país de uma potencial magistratura de influência que as autoridades portuguesas não podem desaproveitar, antes pelo contrário, devem dinamizar na promoção e projeção de Portugal no Mundo.

 

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.