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A Profissão de Fé

Com os meus colegas margaritenses de doutrina contemporâneos, venho lembrar que em 29 de Maio de 1975 – portanto, é fazer as contas! – que fomos consagrados ao sacramento da Profissão de Fé, vulgo a comunhão solene, tal como, além de nós, se chamava no tempo.

Tempo que corre que voa, como diz o povo. Muitos de vós haverão tido filhos, muitos até, já, netos.

Logo já tereis transmitido este sagrado sacramento aos vossos filhos e, quiçá, aos vossos netos depois de os terdes submetido àquele que eu considero o mais sagrado, o mais importante sacramento da Santa Madre Igreja Católica: o baptismo.

O baptismo, cujo sacramento me foi transmitido – também em Maio – pelos meus dois irmão menos novos. Óbvio: A minha madrinha, o meu padrinho. É o nome, a designação deles.

Pese eu não fizesse directamente que alguém passasse pelos sacro-sacramentos do baptismo, da “primeira comunhão”, nem pela comunhão solene, transmiti o sacramento do baptismo à minha afilhada.

É este o nome dela: Afilhada. A minha afilhada. E é tão bom ouvi-la chamar-me padrinho…

Há também alguns de vós, margaritenses, que comigo fizeram o sacramento da Profissão de Fé, que já não estais em físico entre nós.

E recordo-vos bem. De “alguns” recordo várias peculiaridades. Na segunda infância. Na escola primária, e de outros pela vida fora.

Alguns outros pela morte.

Da escola primária tenho que registar com enorme aclive uma particularidade que ilustra bem o quanto a comunhão solene representa(va) para cada um de nós.

A oferta dentro de um sobrescrito fechado de uma nota de vinte escudos mais um santinho/ pagela com a dedicatória da professora da primária.

A professora da primária que sendo uma jovem, a iniciar a actividade, ante três ou quatro colegas meus, seus alunos que naquele ano fizemos a comunhão solene, deve ter representado bastante sacrifício para si, jovem solteira, mas que valeu bem a recomendação: Abram só em casa.

Eu fecho este texto. (Talvez deva dizer: suspendo. Até porque – não sem muito desagrado -, falarei do crisma – a confirmação do sacramento à Igreja de Roma).

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico).

 

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