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A poesia chega silenciosamente

Quando a noite chega silenciosa,
E tu vens poesia com asas de cetim,
Em bicos de pé, gentil e bondosa,
Deitar-te no meu regaço junto a mim.

Então adormeço sobre teu braço,
E o tua mão repousa sobre o meu peito,
E a outra mão se ajusta ao meu rosto.

Quando a noite desce dormente
As nuvens são de esperança no céu,
E tu poesia vens pousar docemente
Teu lindo rosto juntinho ao meu.

E adormeço na paz das coisas onde permaneço
Sem saber bem quem és e por que estás ali.
E o meu corpo vibra e eu me aqueço
No teu corpo poético com rosto que sempre sorri.