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A claridade das águas

Tão silencioso o espaço cristalizado da emoção.
O poder transformador da cor e do traço.
O assombro estrelar da luz redentora das manhãs.  A concavidade luminosa a abraçar a execividade dos dias.
Lugares desabitados onde se misturam os sons do mundo e da natureza.
Das brumas cresce a memória dos rios.
Com as palavras se tecem os nós da desesperança.   Sombras a querer vingar nos matizes mais sombrios.
Simulada na urdidura da tela a claridade  enigmática das águas cristalinas dos rios, dos oceanos virgens.
Crescem no espaço as constelações.
Andrómeda,  cassiopeia,  sagitarius. Via láctea.
E no tracejado da matéria o deslumbramento líquido das marés,  das auroras boreais. O desassombro da claridade unificadora.
São Gonçalves 
Pintura de Edite Melo na exposição  do Museu da Água Coimbra “OS SONS DA ÁGUA” até dia 19/09.
Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.