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2020 foi um ano difícil para os agricultores portugueses

A produção de pera e maçã em Portugal deverá cair 35% e 25% este ano, respetivamente, devido a condicionalismos fisiológicos e condições meteorológicas adversas. Também a produtividade dos olivais deve recuar cerca de 30%, ao passo que a produção de tomate para a indústria baixa em 15%.

Segundo as previsões agrícolas a 31 de outubro do Instituto Nacional de Estatística (INE), “essencialmente devido à redução da produtividade dos amendoais de sequeiro do interior Norte, também se prevê a diminuição da produção de amêndoa relativamente ao ano anterior, embora deva atingir a segunda maior produção dos últimos 20 anos”.

Já no kiwi a produção deverá situar-se em redor das 32 mil toneladas, valor semelhante à campanha anterior, tal como na castanha, que deverá manter-se em níveis 9% acima da média do último quinquénio.

Quanto à vinha, numa campanha “com grande heterogeneidade regional”, o INE prevê que a produção deverá diminuir 5%, face à vindima anterior.

No que respeita às culturas anuais, a produção de tomate para a indústria deverá ser próxima de 1,2 milhões de toneladas, 15% abaixo da campanha anterior, e no arroz a produção também deverá diminuir, 10%, essencialmente devido à diminuição da área instalada.

Já no milho para grão, os resultados das colheitas já realizadas apontam para a manutenção da produção (próxima das 750 mil toneladas).