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Smart Brabus: um AMG pequenino

Os Smart são uma espécie de epidemia, automóveis bem mais pequenos do que a média, que quase se confundem com os famosos “mata-velhos/papa-reformas”. No entanto, ninguém domina a cidade como este pequeníssimo citadino da Mercedes. Também ninguém nos engana tanto nos parques de estacionamento como os proprietários destes “pseudo-carros”, que os “chegam à frente” só para fazer pensar que está ali um lugar para estacionar…

É um automóvel inteligente para a cidade, compacto porque se estaciona em qualquer lugar, e ainda é divertido de guiar. Conta com uma impressionante legião de fãs pelo mundo fora e inclusivamente tem “grupos” que se reúnem às centenas nas várias cidades da Europa e do mundo!

O primeiro modelo foi lançado em 1998, o que quer dizer que a Smart é uma marca bastante jovem. Tão jovem que ainda nem atingiu a maioridade em alguns países.

As evoluções relativamente ao primeiro modelo ForTwo foram muitas! Até já vimos esta marca lançar um modelo roadster e outro de quatro portas, que desapareceu e voltou a ser ressuscitado uns anos mais tarde.

O primeiro Smart a ser “vitaminado” pela Brabus apareceu em 2003 e contava com um motor 698cc que debitava 74cv de potência e 110Nm de binário. Nada mau!

Desta vez a Brabus apoderou-se totalmente do ForTwo. A empresa de tuning alemã achou que este renovado citadino tinha capacidade para mais, e por isso deu-lhe o que tem de melhor: performance e estética.

Basta olharmos para o Smart ForTwo Brabus, para percebermos que não se trata de um inofensivo ForTwo normal.

A Brabus ofereceu-lhe um “bodykit” mais musculado, que se faz notar através das jantes de 17 polegadas, grelha desportiva com o “badge” Brabus e difusor traseiro que alberga duas saídas de escape dignas de um verdadeiro carro de corridas.

No interior contamos com acabamentos mais desportivos e exclusivos, tais como assentos em pele com apoio lombar generoso, sistema de navegação e multimédia com navegação em tempo real, condução “eco” e serviços conectados, sistema de som JBL, conta-rotações Brabus, maneta da caixa de velocidades desportiva, travão de mão com “badge” Brabus e pedais em alumínio.

O habitáculo é, de um modo geral, agradável contando com um seleção cuidada de materiais, com um pesponto contrastante e de boa qualidade. Sendo um automóvel “premium” conta com uma construção relativamente boa face ao segmento. A iluminação ambiente que se faz notar à noite no interior, é pouco comum nesta categoria.

Apesar de ter apenas dois lugares e curtas dimensões, não falta espaço para arrumar pequenas “coisas”. Temos redes por trás dos assentos e uma rede junto à consola central do lado do passageiro, para que consigamos arrumar alguns objetos sem que estes fiquem “espalhados” pelo habitáculo.

Os dois passageiros conseguem viajar bastante à vontade independentemente da sua estatura. A bagageira tem 185 litros de capacidade.

A capota é de boa qualidade e não é causadora de grandes ruídos, mas o Smart podia ser melhor no isolamento acústico.

A Brabus não se ficou pela estética. E se acham que os 75cv do primeiro Smart ForTwo Brabus eram mais do que suficientes, imaginem os 110cv de potência e 170Nm de binário produzidos pelo motor 898cc com a ajuda da Brabus.

Quando colocamos o Smart ForTwo Brabus cabrio a trabalhar, lembramos-nos que estamos sentados numa pequena máquina com um grande coração. As duas saídas de escape emitem uma melodia quase digna de Beethoven, produzida por um motor de três cilindros em linha com “sangue na guelra”.

Esta motorização envia a potência para as rodas traseiras através de uma caixa automática de dupla embraiagem com 6 velocidades Twinamic.

Esta receita proporciona ao Smart ForTwo Cabrio Brabus uma aceleração dos 0 aos 100km/h em apenas 10,5 segundos e uma velocidade máxima de 180km/h. As “prestações” parecem algo “normais”, mas não nos podemos esquecer que o Smart ForTwo é pouco maior que um porta-chaves e por isso, estes andamentos fazem-nos ter sensações vivas proporcionadas por um ruído de escape maravilhoso e por um comportamento formidável, que se torna quase inacreditável num automóvel destas dimensões.

A direcão precisa, a suspensão rígida, acompanhadas por jantes largas e pneus de baixo perfil, não retiram o ângulo de viragem impressionante deste Smart.

O inconveniente é mesmo os consumos que nunca baixam dos seis litros com pés de lã, e que podem mesmo passar dos oito litros a cada 100 kms quando decidimos “dar fogo à peça”. O barulho do motor e escape torna-se bastante incomodativo em viagens longas, ou mesmo na condução diária.

Para “atenuar” estas pequenas lacunas, o carro tem sensores de chuva e luminosidade (opcional), assentos aquecidos (opcional), sensor de proximidade (opcional), start&stop, modos da caixa de velocidades e sensores de estacionamento c/câmara (opcional).

No entanto, não podemos deixar de frisar a exclusividade deste Smart que é alvo de olhares e de questões à sua passagem. É um AMG pequenino com uma alma viva e chique.

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