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Sete exercícios para trabalhar o processamento cognitivo

1. Colocar-se no lugar do outro:

Dois irmãos gémeos receberam presentes no Natal. Um deles era pessimista, e recebeu uma bicicleta. O outro era optimista, e recebeu uma caixa cheia de bosta de cavalo. Os dois irmãos conversavam sobre os presentes recebidos, e o irmão pessimista disse;

— Que chato! Agora que eu recebi uma bicicleta, eu vou cair, vou quebrar os meus dentes e a minha cabeça. Mas pior é você, né, mano, que recebeu uma caixa com bosta de cavalo…

E o irmão optimista lhe respondeu:

— Você está enganado, mano. Na verdade eu recebi um cavalo, mas ainda não sei onde ele está…

2. Avaliar diferentes perspectivas

Dizem que o optimista inventou o avião, e o pessimista inventou o pára-quedas…

3. Compreender metáforas

Imagine que o seu psicólogo e você são dois alpinistas, cada um subindo por uma montanha diferente, mas próximas. O psicólogo pode ver um caminho que pode ajudá-lo a subir melhor a sua montanha, mas não porque seja mais esperto que você, nem porque já a tenha escalado antes, mas porque está numa posição onde pode ver coisas que você agora não consegue ver. Mesmo que o psicólogo lhe indique o caminho, é você quem deverá subir a montanha.

Os pensamentos negativos são como quando funde uma lâmpada ou a luz falha? Entramos no quarto e, mesmo sabendo que a luz não irá acender, apertamos o interruptor. É algo que está incorporado e automatizado.

4. Compreender histórias

Era uma vez uma linda carochinha, que encontrou cinco réis enquanto varria a cozinha.

Com o dinheiro, foi comprar uns brincos, um colar e um anel, pôs-se à janela a perguntar:

– Quem quer casar com a carochinha que é tão linda e engraçadinha?

Passou um burro e respondeu:

– Quero eu!

– Como te chamas?

– Chamo-me im om, im om, im om.

– Eu não gosto de ti porque tens uma voz muito feia.

A carochinha voltou a perguntar:

– Quem quer casar com a carochinha que é tão linda e engraçadinha?

Passou um cão e respondeu:

– Quero eu!

– Como te chamas?

– Ão, ão, ão.

– Eu não gosto de ti porque tens uma voz muito grossa.

A carochinha voltou a perguntar:

– Quem quer casar com a carochinha que é tão linda e engraçadinha?

Passou um gato e respondeu:

– Quero eu!

– Como te chamas?

– Miau, miau, miau.

– Eu não gosto de ti porque tens uma voz muito fina.

A carochinha voltou a perguntar:

– Quem quer casar com a carochinha que é tão linda e engraçadinha?

Passou um rato e respondeu:

– Quero eu!

– Como te chamas?

– Chamo-me João Ratão.

– Tu sim, tens uma voz bonita, quero casar contigo.

A Carochinha convidou-o a entrar, pois tinham muito que conversar e uma data de casamento para marcar. Enviaram os convites, compraram a roupa e prepararam a boda a rigor com o senhor prior.

Domingo era o grande dia! A noiva foi a última a entrar na igreja e estava linda, de causar inveja. O João Ratão estava orgulhoso mas também muito nervoso. Trocaram juras de amor eterno e, no fim, choveu porque era Inverno.

Foi então que o João Ratão se lembrou da viagem ao Japão. Correu para casa, porque se tinha esquecido das luvas, mas sentiu um cheirinho gostoso e, acabou por ir espreitar o caldeirão. Pouco depois, a Carochinha achou melhor ir procurar o marido que estava a demorar.

– João Ratão, encontraste as luvas? chamou ela ao entrar.

Procurou, procurou quando chegou perto do caldeirão, quase desmaiou e gritou:

Ai o meu João Ratão, cozido e assado no caldeirão!

E assim acaba a história da linda Carochinha, que ficou sem o João Ratão, pois era guloso e caiu no caldeirão.

5. Compreender frases com humor

Odeio quem diz “estou a chegar”, quando ainda nem saiu de casa.

Siga o seu sonho. Continue a dormir.

Nossa, que linda a sua foto! Pena que eu já te vi pessoalmente…

6. Compreender frases com sentido implícito

Amor e tosse, impossível ocultá-los.

Quem quer a guerra está em guerra consigo.

O segredo da felicidade é escolher a comédia e largar o drama.

7. Compreender ditados populares

Só percebemos o valor da água depois que a fonte seca.

Mente vazia, oficina do diabo.

Os ignorantes, que acham que sabem tudo, privam-se de um dos maiores prazeres da vida: aprender.