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Protestos na Venezuela já provocaram 74 vítimas

Pelo menos 74 pessoas morreram na Venezuela em 77 dias de protestos contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro, segundo dados oficiais divulgados pelo Ministério Público (MP).

A mais recente vítima, segundo o MP, foi um jovem de 23 anos, Nelson Arévalo, que morreu durante uma manifestação na cidade de Barquisimeto, capital do estado venezuelano de Lara (centro do país).

Aqui, desde abril, nove outras pessoas foram assassinadas.

O presidente da Câmara Municipal de Barquisimeto, o opositor ao regime Alfredo Ramos, responsabilizou o Governo venezuelano e o próprio Presidente da República, Nicolás Maduro, pela morte do jovem.

“Os assassinos da ditadura tiraram a vida a Nelson Arévalo, assassinado no Clube Hípico de Las Trinitárias”, escreveu o autarca na sua conta do Twitter.

Fontes não oficiais dão conta de que o jovem teria sido ferido por um tiro de arma de fogo no pescoço e teria sido levado para a Clínica Razetti.

Na Venezuela, as manifestações a favor e contra o Presidente Nicolás Maduro intensificaram-se desde 01 de abril, depois de o Supremo Tribunal de Justiça divulgar duas sentenças que limitavam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento.

Entre queixas sobre o aumento da repressão, os opositores manifestaram-se ainda contra a convocatória a uma Assembleia Constituinte, realizada a 01 de maio pelo Presidente.

Dados divulgados recentemente pelo ministro venezuelano de Comunicação e Informação, Ernesto Viegas, dão conta de que pelo menos 82 pessoas já morreram desde abril.

No entanto, segundo o Ministério Público, o número de mortos é de 74.