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Projeto musical multimédia português em digressão nos EUA

Mn’JAM experiment, o projeto musical dos portugueses Melissa Oliveira e João Artur Moreira, que mistura música com artes visuais, realiza uma digressão nos EUA, no final do mês, que vai passar por Filadélfia, Nova Iorque, Madison e Chicago.

A digressão, que é apoiada pelo Arte Institute e pela Fundação GDA, começa no Kimmel Center for the Performing Arts, em Filadélfia, no estado da Pensilvânia, no dia 17 de janeiro, e segue no dia seguinte para o ShapeShifter Lab, em Nova Iorque.

No dia 19, os artistas estarão no Arts + Literature Laboratory, em Madison, no Wisconsin, e terão um ‘workshop’ e espetáculo na Old Town School of Folk Music, em Chicago, no dia seguinte. A digressão termina com um espetáculo no The Lily Pad, em Boston, no dia 23.

“Estamos muito curiosos em relação à forma como o público irá reagir. Todos temos formação jazzística e o projeto, a ter que se enquadrar em algum estilo, seria no jazz. Estamos muito curiosos por ver como é que o país que deu origem a este estilo reage à maneira como o interpretamos”, explicou Melissa Oliveira à agência Lusa.

Mn’JAM experiment foi formado há dois anos e junta a voz de Melissa Oliveira ao trabalho de João Artur Moreira, responsável pela parte musical eletrónica e visual.

A cantora diz que o projeto é “uma “experiência” multimédia onde a música e a performance visual estão ao mesmo nível.

A música mistura elementos acústicos e eletrónica, ritmos urbanos com melodias tradicionais. Ao mesmo tempo, os visuais reúnem elementos gravados e partes que são manipuladas no momento, através de uma mesa de mistura que altera a música e as imagens em simultâneo.

“O fio condutor é a improvisação e tudo o resto é passível de ser integrado e experimentado”, disse a vocalista.

A parte visual, coordenada por João Artur Moreira (JAM), segue as mesmas regras.

“A arte visual é também fruto de improvisação espontânea e momentânea – dado que o JAM consegue manipular ao vivo luzes e projeções visuais, através de uma série de botões e manípulos, permitindo que atue como uma espécie de ‘músico visual’, improvisando, acompanhando, influenciando e interagindo visualmente com as músicas em tempo real”, explica Melissa Oliveira.

Em palco, os músicos são acompanhados pelo espanhol Virxilio da Silva, o americano Matt Adomeit e o holandês Jeroen Batterink.

No ano passado, o coletivo lançou um álbum e o DVD de um espetáculo ao vivo, intitulado “Live with a Boom”.

No álbum, encontram-se temas como “Pensamentos,” onde Oliveira recita um poema de Fernando Pessoa, sobre um novo arranjo de “Maio Maduro Maio”, de José Afonso, novas versões de clássicos do blues e jazz como “Use Me”, de Bill Withers, e “It Ain’t Necessarily So”, de George Gershwin, entre outros.

No ano passado, Melissa Oliveira e João Artur Moreira atuaram na Holanda, República Checa, Alemanha, Nepal, China, Japão, Grécia, Roménia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Índia e, para este ano, já têm concertos marcados para Alemanha e Austrália.

“A conjunção e correlação entre som e imagem faz desta ‘performance’ uma experiência marcadamente sinestética, levando a que este projeto esteja na vanguarda de um novo conceito e forma de ver o jazz, através de uma reinvenção de papéis performativos e possibilidades de interação e improvisação”, conclui Melissa Oliveira.