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Professor do Porto é o primeiro português a presidir aos toxicologistas europeus

O professor catedrático da Universidade do Porto Félix Carvalho é o primeiro português a presidir à federação EUROTOX de toxicologistas europeus e acredita que são “necessárias mais formações e cursos de toxicologia” em Portugal.

Em declarações à Lusa, o mais recente presidente da Federação dos Toxicologistas Europeus e das Sociedades Europeias de Toxicologia (EUROTOX) afirmou serem necessárias, tanto em Portugal como nos restantes países europeus, formações e cursos da área de toxicologia, isto porque “são muito bons, mas poucos” os peritos que atualmente existem no nosso país.

“Em Portugal existem faculdades que ensinam toxicologia, mas apenas como unidades curriculares, não há propriamente uma formação de toxicologistas. Não basta a frequência destas unidades curriculares é necessária a frequência em cursos especializados, em que no final o investigador esteja em condições de ser considerado perito. Faltam-nos muitos peritos nesta área em Portugal”, contou o professor da Faculdade de Farmácia.

Depois de ter exercido funções como Secretário Geral, entre 2012 e 2018, o professor catedrático foi eleito o primeiro português presidente da sociedade, durante o 54.º Congresso da EUROTOX, que decorreu em Bruxelas, de 02 a 05 de setembro.

Segundo Félix Carvalho, esta nomeação vai permitir “ter uma voz mais ativa junto das universidades” relativamente a questões “fundamentais” como a segurança dos alimentos, dos medicamentos e dos agentes químicos que diariamente são colocados no mercado.

“Precisamos de ter pessoas com conhecimento de causa, e para isso é necessário aumentarmos a educação em toxicologia”, frisou.

Para Félix Carvalho, “os constantes desafios” que se colocam aos especialistas com os novos compostos que são postos à venda no mercado, estão a tornar a toxicologia “cada vez mais necessária”.

“A toxicologia terá sempre um papel fundamental que é o de assegurar a promoção da segurança do homem, dos animais e do ambiente, isto é, da saúde global”, acrescentou o professor catedrático da Universidade do Porto.