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Portugal vence Suíça e conquista passaporte para a Rússia

A seleção portuguesa de futebol apurou-se esta terça-feira para a fase final do Mundial2018 após vencer a Suíça, por 2-0, num encontro em que valeu a maior experiência e maturidade da formação lusa.

Num lotado Estádio do Luz, desta vez não apareceu Cristiano Ronaldo, que até esteve algo ausente durante todo o encontro, mas mesmo assim Portugal chegou ao triunfo com golos de Djourou, aos 41 minutos, na própria baliza, e André Silva, aos 57.

Com este triunfo, a seleção lusa assegurou o primeiro lugar do Grupo B, em igualdade pontual (27) com a Suíça, mas com vantagem na diferença de golos, e vai estar pela sétima vez na sua história numa fase final de um Campeonato do Mundo, quinta consecutiva.

Portugal mereceu vencer o rival helvético, com Bernardo Silva e João Mário em grande destaque, mas a tarefa lusa esteve longe de ser fácil. Até ao autogolo de Djourou, a Suíça estava a segurar com sucesso as investidas de Portugal, sempre com Cristiano Ronaldo ‘sob controlo’.

O avançado, que fechou a qualificação com 15 golos e falhou o título de melhor marcador para o polaco Lewandowski (16), foi muitas vezes obrigado a recuar para ter bola, já que a seleção lusa estava a ter muitas dificuldades em ‘furar’ no último terço do terreno.

Sem recuar em demasia, nesta fase do encontro, a Suíça soube ter bola e criou uma ‘teia’ que levou os jogadores portugueses muitas vezes a falharem no último passe.

Por isso mesmo, a primeira grande oportunidade para Portugal aconteceu aos 32 minutos, com Bernardo Silva a aparecer solto na área e a obrigar o guarda-redes Sommer a excelente defesa.

O lance que acabou por determinar a ‘final’ aconteceu pouco depois, aos 41 minutos, com a Portugal a chegar a golo num lance infeliz de Djourou, que sem querer ofereceu uma prenda valiosa a Fernando Santos, no dia do seu 63.º aniversário.

Eliseu centrou de esquerda e, embrulhado com João Mário e o guardião Sommer, o central suíço acabou por empurrar a bola para as redes.

Com alguma sorte à mistura, os campeões europeus chegaram ao intervalo em vantagem no marcador e inverteram os papéis, com a Suíça agora a ter que ir atrás do resultado.

Shaqiri, de livre, obrigou Rui Patrício a defesa segura, mas Portugal acabaria por viver no arranque da segunda parte a sua melhor fase na partida, também muito devido a alguma desorganização e desconcentração do adversário.

Só aos 55 minutos é que Ronaldo fez o seu primeiro remate em toda partida, com a bola a passar bem perto da baliza helvética.

Com William Carvalho e João Moutinho a venceram a ‘batalha’ do meio-campo e João Mário e Bernardo Silva a serem os ‘motores’ ofensivos da equipa, Portugal chegou ao segundo golo e arrumou a questão do apuramento direto.

Aos 57 minutos, Moutinho e Bernardo combinaram muito bem na direita e o extremo do Manchester City cruzou com sucesso para André Silva ‘faturar’, ao seu estilo.

Portugal estava com pé e meio na Rússia, mas mesmo assim Fernando Santos optou por não arriscar, metendo primeiro Antunes no lugar do amarelado Eliseu e depois André Gomes, em detrimento de André Silva.

A Suíça foi tendo mais bola, mas sempre sem conseguir assustar Rui Patrício, enquanto Portugal, com mais espaços, passou a jogar em contra-ataque e podia e devia ter chegado ao terceiro golo.

Ronaldo, isolado, tentou fintar sem sucesso Sommer, enquanto Bernardo, já nos descontos, na mesma situação, abusou das fintas e perdeu tempo de remate. O jogador do Manchester City merecia ter chegado ao golo, já que foi talvez o melhor em campo, numa exibição madura dos campeões europeus.