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Ponte da Barca tenta colocar Vira do Minho no Guiness

Ponte da Barca quer colocar o Vira do Minho no Livro Guiness de Recordes, juntando “pelo menos 545 pessoas” a dançar aquela coreografia para bater a ilha açoriana do Pico, anterior detentora do recorde na categoria de folclore português.

“Nesta altura, temos as 545 pessoas exigidas pelo Guiness, que são elementos que compõem os 15 grupos folclóricos do concelho mas a nossa expectativa é que, no dia da iniciativa, o número de participantes venha a disparar. É que basta saber dançar o Vira do Minho para participar”, explicou o presidente da Câmara Ponte da Barca.

O autarca Vassalo Abreu adiantou que “o último ensaio da iniciativa vai decorrer, na quinta-feira, a partir das 21:30, na Praça da República”.

Em julho de 2015, a ilha do Pico bateu o recorde da Maior Roda de Chamarrita do Mundo, um típico baile folclórico nos Açores, reunindo 544 “bailadores” no estádio municipal, uma iniciativa da Câmara Municipal da Madalena para dar a conhecer ao mundo as tradições locais.

Para entrar no Livro Guiness de Recordes, o Vira do Minho, integrado no programa da Romaria de São Bartolomeu, vai contar com a participação dos 15 grupos folclóricos do concelho “compostos pelas 545 pessoas necessárias, pelo menos, 545 pessoas”.

Aquele que pretende ser o maior Vira do Minho vai ser dançado, no dia 20 de agosto, a partir das 16:00, na Praça da República.

O Vira é um género músico coreográfico do folclore português, dançado em várias regiões do país mas mais conhecido como característico do Minho.

As origens do vira, que alguns situam no ternário da valsa oitocentista e outros buscam mais atrás, no fandango, parecem ser muito antigas. Alguns especialistas recordam que Gil Vicente fazia referência àquela dança na peça Nau d’Amores.

De acordo com o Portal do Folclore Português, naquela dança, os pares de bailarinos, “dispostos em roda, de braços erguidos, vão girando vagarosamente no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio”.

“Os homens vão avançando e as mulheres recuando. A situação arrasta-se até que a voz de um dançador se impõe, gritando fora ou virou. Dão meia-volta pelo lado de dentro e colocam-se frente a frente com a moça que os precedia. Este movimento vai-se sucedendo até todos trocarem de par, ao mesmo tempo que a roda vai girando, no mesmo sentido”.

Segundo aquele portal especializado no folclore português, “este é apenas o mais simples dos viras de roda, pois outros há com marcações mais complexas”.

A romaria de São Bartolomeu, que decorre entre 19 e 24 de agosto, em Ponte da Barca, é ainda conhecida pelas rusgas populares.

Aquela tradição, com mais de cem anos, cumpre-se sempre a 23 de agosto. As rusgas populares são o número emblemático das festas de São Bartolomeu, numa noite dedicada às danças e cantares populares.

Através das concertinas, dos bombos, dos cavaquinhos e outros instrumentos tradicionais, as rusgas, que contam com a participação de 80 grupos vindos de todo o país, desfilam e formam rodas de tocadores.

Além das rusgas populares, a romaria de São Bartolomeu inclui o cortejo etnográfico, bandas de música, tasquinhas, espetáculos de música popular, entre outros eventos.