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No ano que vem vai poder fazer “turismo militar” em Portugal

O Ministério da Defesa português vai criar uma rede de turismo militar para o Médio Tejo (ReTurMil), envolvendo os 13 municípios e as principais unidades operacionais do Exército na região, soube o DN junto de fontes ligadas ao projeto.

O processo está em fase de aprovação por parte do secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, pelo que o Ministério da Defesa escusou-se a dar pormenores sobre esse projeto-piloto por ainda estar numa fase embrionária.

A verdade é que uma das fontes indicou que se prevê, já no final do próximo ano, ter essa rede criada com “um grau de operacionalização de 70% a 80%” das instalações abrangidas, desde logo o Convento de Cristo (Tomar) e os castelos de Almourol (Praia do Ribatejo), Abrantes e Torres Novas. Mas – e aqui reside uma das grandes novidades da proposta – a ReTurMil envolve também as várias unidades operacionais do Exército naquela área: o quartel-general da Brigada de Reação Rápida, os regimentos de Engenharia 1 e de Paraquedistas (zona de Tancos), o Campo Militar de Santa Margarida e respetivo comando da Brigada Mecanizada, além dos regimentos de Manutenção (Entroncamento) e de Apoio Militar de Emergência (Abrantes).

Este projeto, a alargar depois a todo o território, fundamenta-se também numa lógica de desenvolvimento económico e social do interior do país, num contexto de forte crescimento do setor turístico em Portugal. Daí a importância de criar roteiros em torno do património militar – castelos, baterias de artilharia de costa, locais das batalhas, centros de interpretação, quartéis – e organizados de forma a que os visitantes permaneçam nas regiões onde se inserem mais do que apenas algumas horas. “Uma visita de um dia não compensa para a economia local”, admitiu uma das fontes, realçando a importância de também “identificar historicamente elementos de ligação entre os vários locais” com o “objetivo de fixar as pessoas nessas regiões”.