O Sporting confirmou a contratação de Leonardo Jardim para treinador da equipa principal. O técnico madeirense assinou por duas temporadas.
Augusto Inácio será diretor geral do futebol profissional e Virgílio Lopes ficará com a formação.
O novo treinador de futebol do Sporting, Leonardo Jardim, reconheceu que treinar os “leões” era um sonho antigo e prometeu não apontar metas, mas ter sempre ambição para vencer.
“Vim para rentabilizar ao máximo aquilo que o Sporting tem, com o objetivo de vencer. Sabemos que não é fácil, porque o Sporting vem da pior época da sua história, mas queremos alterar isso através da reconstrução da equipa profissional, da união de todos os sportinguistas e do trabalho”, disse o homem que substitui Jesualdo Ferreira no comando técnico dos “verde e brancos”.
Leonardo Jardim lembrou, na conferência de imprensa de apresentação, que o Sporting não pode apontar metas, tem sim que “rentabilizar ao máximo” o que tem e ter ambição.
“Estou extremamente feliz por esse sonho ter acontecido. Estou feliz de forma pessoal, porque estou no clube de que gosto, e profissional, por representar um dos maiores clubes portugueses”, assumiu, reconhecendo que o Sporting é o seu clube desde criança.
O antigo treinador do Sporting de Braga, que não revelou ainda quais serão os restantes elementos da equipa técnica, quer que toda a estrutura do futebol "leonino" esteja envolvida no objetivo de reerguer o clube.
“Em primeiro lugar não sou eu a pessoa capacitada para avaliar o trabalho do meu antecessor. Vamos aproveitar tudo o que há de bom e alterar aquilo que não tem permitido ao Sporting estar no lugar em que merece”, respondeu, quando questionado sobre o trabalho de Jesualdo Ferreira.
Leonardo Jardim lembrou ainda que o tempo deu-lhe razão nas saídas inesperadas do Sporting de Braga e do Olympiacos: “Nenhuma equipa conseguiu melhor depois de eu ter saído”.
O treinador de futebol José Mourinho deixa o Real Madrid após três anos de algumas conquistas e muitas polémicas, tanto com o eterno rival Barcelona como com o seu balneário, alegadamente decisivo no desenlace da relação.
O técnico luso chegou ao Santiago Bernabéu com a difícil missão de acabar com a hegemonia do Barcelona - foram épicas as suas "guerras" com os catalães e rivalidade com Pep Guardiola - e conquistar o 10.º título europeu dos “blancos”, objetivo que acabou por não se concretizar.
Com a conquista do campeonato (2012), que interrompeu o “tri” do Barcelona, ainda por cima com o recorde de 100 pontos, Taça do Rei (2011), após 18 anos de jejum, e Supertaça de Espanha (2012), Mourinho passou a ser o primeiro treinador a vencer estas três competições em quatro países diferentes, mas nem isso lhe conferiu uma áurea de inquestionável.
Os seus defensores vêm as suas conquistas pelo prisma positivo, considerando que seria difícil fazer melhor frente ao Barcelona que muitos classificam a melhor equipa da história, enquanto os detratores acham pecúlio muito reduzido para a história e grandeza do clube.
Na Liga dos Campeões, recuperou o estatuto do clube, porém caiu as três épocas nas meias-finais: na primeira, frente ao eterno rival Barcelona, depois nos penáltis em casa frente ao Bayern de Munique e esta temporada frente aos também alemães do Borussia Dortmund.
Em 2012/13, o campeonato foi perdido muito cedo, pois, vários prematuros tropeções deixaram o clube a mais de 10 pontos do Barcelona, enquanto, recentemente, perdeu, em casa, a final da Taça do Rei para o vizinho Atlético de Madrid.
As excelentes relações com os seus pupilos costumam ser parte fundamental do sucesso de Mourinho, mas no Real Madrid não teve vida fácil neste capítulo, destacando-se a “guerra” com o guarda-redes Iker Casillas, um ídolo não apenas “merengue”, mas de toda a Espanha, com a qual foi campeão da Europa e do Mundo.
A situação fraturou o balneário (inclusivamente Pepe o criticou), dividiu a direção e extremou posições entre os adeptos, que recentemente o receberam com monumental assobiadela no Santiago Bernabéu.
Com a proximidade do final da época e com os resultados a ficarem cada vez mais aquém do esperado, a hipótese de saída de Mourinho foi ganhando força, bem como começaram a surgir notícias do seu provável regresso aos ingleses do Chelsea.
“Sei que em Inglaterra sou desejado pelos adeptos, pelos meios de comunicação social. De uma forma justa, criticam-me quando têm de fazê-lo, mas dão-me mérito quando mereço. Em Espanha, a situação é diferente, porque há que me odeie e muitos deles estão nesta sala”, disse, após ter sido afastado da “Champions”.
O presidente do Real Madrid considerou que o clube vive sob pressão "24 horas por dia, sete dias por semana" e José Mourinho sofreu pressões que, por vezes, "ultrapassaram a normalidade".
Florentino Pérez disse hoje que o clube tinha chegado a acordo com José Mourinho para que o treinador abandone o Real Madrid no final da temporada, numa decisão que, admite, o deixou "triste".
Questionado pela agência Lusa sobre quais eram as origens das pressões sobre Mourinho, o presidente do clube disse, na conferência de imprensa, que, ao contrário de outros países, a pressão em torno de um jogo em Madrid "dura os sete dias da semana, as 24 horas do dia, o que não é normal".
"As pessoas não estão habituadas a isso. Também tive que me habituar a isso. Mas isso também é a grandeza desse clube. Aqui não se pode dormir nem um dia", afirmou.
"Mas não é o mesmo essa pressão razoável, que os insultos, os ataques impróprios de pessoas civilizadas. Todos têm famílias, filhos, vivem numa comunidade e essas coisas não se podem fazer", disse.
O presidente do Real Madrid disse que a saída de Mourinho, que tinha contrato válido até 2016, não envolve qualquer compensação económica e admitiu que "teria gostado que tivesse continuado" a ligação do treinador com o clube.
"Teria gostado que tivesse continuado. Mas o nível de pressão aumenta de tal maneira que as pessoas têm um limite. Mourinho é o treinador que mais tempo leva como treinador das 20 equipas da 1ª divisão (espanhola). Durar três anos não é fácil e menos numa instituição com tanta pressão como aqui", considerou.
Florentino Pérez disse que Mourinho considerou "que a nível pessoal era melhor deixar o clube", tendo apresentado razões que são "completamente adequadas".
O presidente do Real Madrid insistiu que "o madridismo está mais unido que nunca" e que, desde a época convulsa que o clube viveu há nove anos, "tem vindo a crescer".
Questionado sobre o trabalho de Mourinho, Florentino Pérez afirmou que o treinador português sempre se caracterizou por um nível de exigência e de competitividade muito elevados.
Apesar de se ter enganado "algumas vezes, como ele próprio reconheceu", viveu sob pressão que, em alguns momentos, "não foi normal".
"Sabemos o que é o Real Madrid, sentimo-nos orgulhoso dessa pressão, de que aqui tem que se ganhar. Mas creio que em algumas vezes se passou os limites da normalidade", afirmou.
"É um dia triste. Quando tens que chegar a acordo com uma pessoa para que se vá. Cada um tem a sua personalidade, às vezes pode-se enganar. Mas, quando olho para o balanço, melhorou-nos qualitativamente no tema desportivo de tal forma, que é importante reconhecer", considerou.
Antes da chegada de Mourinho, disse, o clube "não era cabeça de série e era eliminado por qualquer um nos quartos", tendo dado "um grande salto".
"Faltou-nos um pouco mais. Nós acreditamos que (chegar as meias finais) não é suficiente. Pela exigência que herdamos dos nossos pais aqui no clube", afirmou.
Pedro Pereira, que até agora desempenhava as funções de secretário técnico, vai assumir a liderança de todo o futebol profissional do Sporting de Braga, anunciou o clube minhoto, quarto classificado da I Liga.
"A partir de hoje, o Sporting de Braga Futebol SAD vai contar na sua estrutura com um CEO (Chief Executive Officer), que assume a liderança de todo o futebol profissional", pode ler-se numa nota publicada no seu sítio oficial, que frisa que Pedro Pereira, de 32 anos, é uma escolha do presidente, António Salvador.
Natural de Santo Tirso e formado na área da comunicação, Pedro Pereira fez todo o seu percurso profissional no Sporting de Braga "sob a égide de António Salvador" e "tem tido papel determinante na ascensão e sucesso" do clube, acrescenta a mesma nota.
O treinador do Sporting, Jesualdo Ferreira, afirmou que vai abandonar o cargo, pouco depois dos “leões” terem goleado o Beira-Mar por 4-1, em Aveiro, na 30.ª e última jornada da I Liga de futebol.
“Foi um dos momentos mais difíceis da minha carreira, e da minha vida pessoal, dizer ao presidente Bruno de Carvalho que não ia continuar no Sporting. Não é difícil perceber que o processo não foi fácil, nem para a direção que chegou nem para o treinador”, afirmou Jesualdo Ferreira, numa declaração sem direito a perguntas.
O presidente do clube de Alvalade aproveitou para agradecer “o carinho e empenho” de Jesualdo Ferreira”, garantindo que ficou concluído um processo “tratado com toda a lealdade”.
“Aguardámos pela altura para fazer estas declarações. É assim que o Sporting lida com as pessoas e agradece ao professor. Foi para mim uma agradável surpresa trabalhar com Jesualdo ferreira. Conseguimos com toda a elevação trazer esta informação até à última hora”, acrescentou Bruno de Carvalho.
Jesualdo Ferreira aproveitou para esclarecer que, “ao contrário do que foi noticiado”, não abandona o clube “por questões financeiras ou de poder”.
“Nunca falámos de dinheiro. Era fundamental ter um entendimento total sobre os meios e o tempo que tínhamos para concretizar o projeto. Ao tomar esta decisão, tomo-a com tristeza, mas é um ato de honestidade para o Sporting e para comigo”, realçou Jesualdo Ferreira.
Na saída, o agora ex-treinador do Sporting fez questão de deixar uma última declaração: “aprendi a gostar do Sporting. Foi uma bênção de Deus ter conhecido o único clube grande que ainda não conhecia e foi um prazer trabalhar com os jogadores”.
O Benfica venceu o Moreirense por 3-1, em jogo da 30ª e última jornada da Liga de futebol, mas chegou ao fim do campeonato com a equipa muito "espremida" em termos físicos e mentais.
Na partida fatal para as aspirações “encarnadas” ao título, há duas jornadas, frente ao Estoril, o Benfica entrou forte nos primeiros 20 minutos e arrastou-se nos restantes 70, enquanto este domingo, perante o Moreirense, entrou apático e pouco agressivo.
Em contraste, o Moreirense, cuja permanência dependia de um resultado positivo na Luz, abordou o jogo de uma forma muito mais assertiva e concentrada, logo traduzida no primeiro minuto numa oportunidade de golo que Ghilas desaproveitou na cara de Artur.
Nem esse susto suscitou qualquer reação dos “encarnados”, que não foram capazes de impor um ritmo forte ao jogo, como costumam fazer desde o primeiro minuto, o que permitiu ao Moreirense manter-se coeso a defender e atrevido nas saídas no meio-campo do Benfica.
Mesmo com o Benfica em baixa intensidade, Cardozo falhou aos sete minutos uma finalização fácil, em recarga a remate de Salvio, e, aos 24, foi Enzo Pérez, de cabeça, a falhar incrivelmente o golo, após um remate de Matic, de fora da área.
Pouco depois, a notícia do primeiro golo portista, em Paços de Ferreira, caiu como um "balde de água fria" na Luz, que parece ter também "molhado" os jogadores “encarnados”, muito lentos quer de pernas quer de execução.
De resto, seria o Moreirense a inaugurar o marcador, aos 42 minutos, por Vinicius, a aproveitar a desconcentração dos jogadores da casa, que permitiram a marcação rápida de um livre, com Ghilas a oferecer ao seu companheiro uma finalização fácil, só com Artur pela frente.
O Benfica ainda atirou uma bola ao ferro da baliza de Ricardo, por Lima, em cima do intervalo, mas o resultado penalizava justamente a fraca produção dos anfitriões na primeira parte.
Depois do intervalo, o Benfica surgiu com outra disposição, mais rápido e agressivo, a impor mais intensidade ao jogo, que iria, inevitavelmente, criar problemas à organização defensiva dos homens de Moreira de Cónegos.
Entretanto, já Jorge Jesus trocara o apagadíssimo Ola John, que passou literalmente ao lado do jogo, por Gaitán, e a diferença foi do dia para a noite. O argentino cedo começou a fazer estragos na ala direita do Moreirense, ao cruzar com conta, peso e medida para a cabeça de Cardozo, que finalizou de forma simples.
Bastou ao Benfica impor um andamento um pouco mais forte para forçar o adversário a defender mais atrás, junto à sua área, aumentando a pressão sem bola, o que impediu o Moreirense de se atrever em transições ofensivas, como fizera repetidamente na primeira parte.
O segundo golo do Benfica só surgiu a 10 minutos do fim, por Lima, porque o ataque “encarnado” esteve francamente desinspirado na finalização, em particular Cardozo, que chegou a desperdiçar, aos 75, um golo na pequena área, que exigia apenas um toque para o fundo das redes.
O Moreirense lá foi resistindo estoicamente, mas o golo da vitória era uma questão de tempo, face ao caudal ofensivo do Benfica e às oscilações que a defesa nortenha evidenciava. Lima ainda voltaria a fazer o gosto ao pé, fechando a contagem nos descontos, os tais que tantos danos provocaram nos últimos jogos.
O FC Porto revalidou este domingo o título e sagrou-se tricampeão da I Liga de futebol, ao vencer em Paços de Ferreira, a equipa "sensação" da prova, por 2-0, na 30.ª e última jornada, num jogo com duas expulsões.
O 27.º título dos "azuis e brancos", que só precisavam de ganhar, começou a ganhar forma aos 23 minutos, por Lucho Gonzalez, na conversão de uma grande penalidade mal ajuizada por Hugo Miguel (a falta de Ricardo é fora da área), e consumou-se aos 52, por Jackson, com um remate na pequena área.
No Paços de Ferreira, Jaime Poulsen foi a novidade no "onze", em substituição do lesionado Cícero, enquanto no FC Porto, Defour rendeu no meio-campo o influente Fernando, devido à suspensão do brasileiro.
O FC Porto foi a equipa que mais fez para vencer e justificou o resultado, mas sentiu dificuldades para ultrapassar a equipa do Paços de Ferreira e nem o remate às malhas laterais de Lucho, aos sete minutos, conseguiu libertar os jogadores da pressão de terem de vencer.
Apesar de estar muito motivada por ter reentrado numa corrida que já tinha dado como perdida, a tarefa da equipa "azul e branca", só ficou mais facilitada no lance da grande penalidade, quando ficou em vantagem no resultado e no número de jogadores em campo, apesar da boa réplica dos locais.
O Paços de Ferreira, mesmo em inferioridade numérica, após a expulsão de Ricardo (tocou em James, que se isolava, após um mau passe de Luiz Carlos), nunca deixou de "espreitar" o ataque e ainda conseguiu incomodar Helton, sobretudo na etapa complementar.
Neste período, seria o FC Porto a dispor da primeira oportunidade de golo, mas Jackson, aos 47 minutos, proporcionou a defesa da tarde a Cássio, que nada pode fazer, aos 52, quando o colombiano, que nunca tinha feito golos aos pacenses, "fuzilou" o guarda-redes brasileiro, na insistência a um livre da esquerda.
Pelo meio, aos 48 minutos, Christian, que entrou ao intervalo para o lugar de Manuel José, desperdiçou a igualdade, com um cabeceamento ao lado da baliza de Helton.
Com uma vantagem confortável no resultado, o FC Porto, que "perdeu" Danilo, por acumulação de cartões amarelos (56 minutos), passou a fazer a gestão do resultado, marcando o ritmo de um jogo que podia ter mais golos.
Lucho acertou no poste (68 minutos) e Jackson atirou ao ferro (89), enquanto Cohene, pelos pacenses, também esteve perto de marcar.
Nos instantes finais, o técnico pacense, Paulo Fonseca, dirigiu-se ao banco do FC Porto para felicitar Vítor Pereira. A festa prosseguiu nas bancadas, com os adeptos a exibirem a tarja de "Campeões nacionais", e, mais tarde, em pleno relvado, após a entrega da taça de campeão nacional.
No final da 30.ª e última jornada da I Liga, o FC Porto foi o primeiro classificado, terminando com 78 pontos, mais um do que o Benfica, vencedor do encontro com o Moreirense (3-1), enquanto o Paços de Ferreira fechou a época num inesperado terceiro lugar, com 54 pontos e direito a participar no "play-off" da Liga dos Campeões.
O portista Jackson Martínez é o vencedor do troféu para o melhor marcador do campeonato português com 26 golos, ou seja, uma diferença de seis relativamente ao segundo classificado, Lima, do Benfica.
Veja aqui a lista completa dos melhores marcadores da Liga 2012/2013.
O Estoril-Praia garantiu a última vaga em aberto para a Liga Europa, enquanto Beira-Mar e Moreirense (na foto durante o jogo frente ao Benfica) desceram ao segundo escalão, após a 30.ª e última jornada da I Liga de futebol.
Com os “canarinhos”, que garantiram o quinto lugar com a vitória por 3-1 sobre o Gil Vicente, em Barcelos, seguem para a segunda prova europeia o Sporting de Braga, quarto classificado, e Vitória de Guimarães, por estar na final da Taça de Portugal (o outro finalista, o Benfica, vai à Liga dos Campeões).
O Beira-Mar, goleado em Aveiro pelo Sporting por 4-1, e Moreirense, que perdeu com o Benfica por 3-1, no estádio da Luz, são os dois clubes despromovidos à II Liga, abrindo as vagas para Belenenses e Arouca.
O treinador da equipa de futebol do Benfica admite ficar e considera que o FC Porto teria uma tarefa “muito mais difícil” se o Paços de Ferreira “não tivesse passado uma semana em festa e precisasse de pontuar”.
“As manifestações de carinho que recebi dos adeptos do Benfica depois da derrota com o Chelsea levam-me a pensar que o que eu e o presidente [Luís Filipe Vieira] estamos a fazer vai dar certo”, disse Jorge Jesus, quando questionado se iria continuar na Luz na próxima época.
O treinador “encarnado” afirmou, após a final da Liga Europa, que a derrota iria levá-lo a “repensar muitas coisas”, dando a entender que poderia não continuar na Luz, apesar de já ter tudo mais ou menos alinhavado nesse sentido com o presidente Luís Filipe Vieira, conforme revelou.
Jorge Jesus confessou que a receção que os adeptos lhe tributaram o sensibilizou: “Mexeu com todos, mas principalmente comigo. Demonstra que os adeptos do Benfica acreditam na equipa e nos seus profissionais, fruto do trabalho desenvolvido nos últimos três anos”.
“Atingimos um patamar onde as grandes equipas têm de estar. O Benfica chegou a uma final europeias 23 anos depois e não faz sentido que esteja tanto tempo para voltar a estar num palco desses”, prosseguiu.
De resto, o treinador “encarnado” não regateou elogios aos adeptos: “Mostraram orgulho pelo que os jogadores fizeram na final de Amesterdão, na qual fomos muito mais fortes do que o Chelsea, o que nos deixou a todos extremamente satisfeitos. E não foi só à chegada a Lisboa, foi logo no aeroporto de Amesterdão, onde os funcionários portugueses que ali trabalham nos vieram confortar e dar força”.
Em relação à última jornada da I Liga, decisiva na atribuição do título, quando questionado se acreditava que a equipa do Paços de Ferreira seria capaz de roubar pontos ao FC Porto, Jorge Jesus não se mostrou muito confiante.
“Enquanto há vida há esperança, mas o Paços de Ferreira passou uma semana em festa, por ter atingido o objetivo da Liga dos Campeões. Se precisasse de pontuar, seria muito mais difícil para o FC Porto”, observou Jesus, para quem o Benfica “tem que terminar a época a jogar ao nível do que fez com o Chelsea”.
Jesus alertou ainda para a circunstância de o Benfica ter ainda outra final [da Taça] para disputar: “Perdemos o sonho da Liga Europa, mas temos outro para conquistar e outro, ainda, que não depende de nós”.
O técnico do FC Porto, Vítor Pereira, elogiou o seu homólogo no Benfica, Jorge Jesus, considerando-o “um grande treinador”, em declarações na véspera da deslocação a Paços de Ferreira, onde os portistas podem sagrar-se tricampeões nacionais de futebol.
“Já reconheci, e reconheço-o, sem hipocrisia”, afirmou o técnico dos “dragões”, em dia de antevisão da partida da 30.ª e última jornada da I Liga, a qual poderá ditar o 27.º título dos “azuis e brancos”.
Segundo Vítor Pereira, o “duelo” pessoal com Jorge Jesus tem sido relevante: “Esta competição salutar também faz de mim melhor treinador. Ajudou-me a estar mais atento e, quanto maior for a competitividade do outro lado, maior a experiência para estar ao meu melhor nível”.
“Jorge Jesus é um belíssimo treinador. Mas isto não é uma discussão de um título entre os dois treinadores, mas sim entre os dois clubes, que deram qualidade a este campeonato, ao contrário do que muitos disseram”.
Aliás, para o técnico portista, a temporada prestes a acabar revelou “equipas como Paços de Ferreira e Estoril, quando se dá tudo como adquirido no início da época”.
“Para mim, foi o mais espetacular dos últimos anos: com título em aberto na última jornada, muito competitivo pelos lugares europeus e com equipas em acesa disputa pela permanência”, justificou.
Defendendo a sua tese, Vítor Pereira concluiu: “Aqui em Portugal, quando se ganha é sempre por demérito dos outros e nunca se atribui mérito a quem ganha. Há que admitir que é ao contrário e avaliar com justiça e honestidade”.
O FC Porto desloca-se a Paços de Ferreira, domingo, para disputar o último jogo da época, com mais um ponto que o Benfica, segundo classificado.
A partida será arbitrada por Hugo Miguel, “juiz” da Associação de Futebol de Lisboa.
O FC Porto sagrou-se sábado campeão nacional de hóquei em patins ao vencer o Benfica por 7-3, na 28.ª e antepenúltima jornada.
Os dragões recuperam assim o título perdido no ano passado para o Benfica, contabilizando agora a 21ª conquista da história do clube, voltando a igualar os “encarnados” no número de campeonatos.
Quando faltam duas jornadas para o final da prova, o FC Porto soma 76 pontos, mais seis que o Benfica, beneficiando da vantagem no confronto direto (também venceu na primeira volta).
O FC Porto sagrou-se na sexta-feira pentacampeão português de andebol, depois de vencer o Benfica, por 26-23, na nona e penúltima jornada da fase final do campeonato.
No arranque para o jogo, o Benfica precisava de vencer para se sagrar desde logo campeão, enquanto os "azuis e brancos" precisavam de ganhar com uma diferença de três golos para revalidar o título.
Num jogo com duas partes completamente distintas, o FC Porto foi mais aguerrido nos últimos 30 minutos, altura em que dominou por completo a equipa benfiquista, que nada conseguiu fazer para anular a supremacia do rival.
O equilíbrio foi a palavra de ordem ao longo de toda a primeira parte, com o Benfica a assumir algum comando do encontro, permitindo ao FC Porto apenas colocar-se na frente do marcador aos 11 minutos.
Essa liderança não durou muito tempo e, em pouco menos de dez minutos, a equipa benfiquista passou novamente para a frente do marcador, deixando o grupo portista mais retraído e nervoso.
O intervalo chegou com o Benfica a liderar por um ponto e a fazer acreditar que a luta seria até ao fim.
No entanto, no segundo tempo a história alterou-se.
O FC Porto entrou mais concentrado e determinado, bastante eficaz no ataque e organizado na defesa, não dando qualquer margem de manobra ao Benfica para reagir.
A meio da segunda parte, o jogo estava empatado 20-20, mas, a partir daí, o FC Porto começou a aumentar a vantagem, estando o Benfica quase nove minutos sem marcar.
Na última jornada, o Benfica recebe o Sporting, numa partida em que terá de vencer para garantir o segundo lugar na prova, enquanto o FC Porto desloca-se ao reduto do Sporting da Horta.
O Sporting já procura treinador de futebol para substituir Jesualdo Ferreira, depois de goradas as negociações entre este e o clube para prolongamento do contrato, que expira em junho deste ano, revelou à Agência Lusa fonte do clube.
A impossibilidade de um acordo com Jesualdo Ferreira e a urgência em preparar e planificar a próxima época levou os dirigentes "leoninos" a encetarem contactos para a contratação de um treinador no mais breve espaço de tempo.
Segundo a mesma fonte, as exigências de autonomia feitas por Jesualdo Ferreira “colidem com as funções atribuídas a Augusto Inácio e Virgílio no âmbito da estrutura delineada para o futebol do clube”, conforme promessa eleitoral da candidatura de Bruno de Carvalho.
Nem mesmo uma reunião entre o diretor para o futebol, Augusto Inácio, e Jesualdo Ferreira, na passada segunda-feira, foi suficiente para ultrapassar as divergências entre as partes e alcançar um entendimento.
No entanto, ainda de acordo com a mesma fonte, o Sporting não irá tornar oficial a saída do atual treinador antes da partida da 30.ª e última jornada da Liga, frente ao Beira-Mar, em Aveiro, no domingo.
De resto, Jesualdo Ferreira seguirá com a comitiva do Sporting que parte na próxima terça-feira para o Brasil, onde vai defrontar, no dia 22 de maio, o Náutico, em jogo particular que servirá para inaugurar o Arena Pernambuco, no Recife, um dos estádios que será palco do Mundial 2014.
O Sporting anunciou que André Martins, Adrien, Cédric, Miguel Lopes e Rui Patrício estão nos pré-convocados do selecionar Paulo Bento para o jogo de Portugal com a Rússia, de qualificação para o Campeonato do Mundo de futebol.
Os cinco jogadores estão na lista de Paulo Bento para a receção à Rússia, a 07 de junho, no Estádio da Luz, em jogo de qualificação para o Mundial 2014, e para o particular com a Croácia, que se disputa no dia 10 de junho, em Genebra.
A convocatória final vai ser conhecida no dia 27 de maio.
O Sporting anunciou também que Betinho, Bruma, João Mário, Mica, Ricardo Esgaio e Tiago Ilori estão nos pré-convocados para a seleção portuguesa que vai participar no próximo Campeonato do Mundo de sub-20.
Os seis jogadores fazem parte da lista do selecionador Edgar Borges.
O Campeonato do Mundo de sub-20 vai decorrer na Turquia, entre 21 de junho e 13 de julho e Portugal faz parte do Grupo B, juntamente com as seleções Coreia do Sul, Cuba e Nigéria.
o selecionador de futebol de sub-20, Edgar Borges, divulgou o nome dos 22 jogadores que vão representar a seleção portuguesa no torneio internacional de Toulon, França.
A seleção lusa integra o grupo B da competição, que se disputa entre os dias 28 de maio e 8 de junho de 2013, juntamente com as seleções da Bélgica, Brasil, México e Nigéria.
O primeiro jogo de Portugal está agendado para o dia 31 de maio, contra a seleção da Bélgica.
Lista de convocados:
- Guarda-Redes: André Pereira (Vitória de Guimarães), José Sá (Marítimo) e Rafael Veloso (Belenenses).
- Defesas: Edgar Ié (FC Barcelona/Espanha), Kiko (Vitória de Setúbal), Frederico Venâncio (Vitória de Setúbal), Michael (Sporting), Tiago Ilori (Sporting), Tiago Ferreira (FC Porto) e Tomás Dabó (Sporting de Braga).
- Médios: André Gomes (Benfica), Tó-Zé (FC Porto), João Mário (Sporting), Agostinho Cá (FC Barcelona/Espanha), Alves (Belenenses) e Tiago Silva (Belenenses).
- Avançados: Aladje (FC Aprilia/Itália), Betinho (Sporting), Ivan Cavaleiro (Benfica), Piqueti (Sporting de Braga), Ricardo Pereira (Vitória de Guimarães) e Ricardo Esgaio (Sporting).
O treinador do Vitória de Guimarães, Rui Vitória, disse hoje que ficar fora das competições europeias de futebol na próxima época por questões relacionadas com o licenciamento na UEFA seria como "um tiro numa asa".
Apesar de garantida a presença nas competições europeias via final da Taça de Portugal (o adversário, o Benfica, vai disputar a Liga dos Campeões), subsistem dúvidas da participação dos minhotos por causa do sistema de licenciamento de clubes e dos regulamentos de "fair-play" financeiro da UEFA.
Estes dizem, no seu ponto quatro da alínea e) do nono anexo, que "se o clube que se está a candidatar ou qualquer empresa associada estiver a receber, ou já tiver recebido, proteção dos credores nos doze meses anteriores, o pedido de licença deve ser recusado".
Ora, o Vitória de Guimarães está sob um Sistema Extrajudicial de Recuperação de Empresas (SIREVE), ex-Procedimento Extrajudicial de Conciliação (PEC), desde julho de 2012, aprovado pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), plano que permitiu ao clube minhoto diluir no tempo as dívidas para com os seus credores (Estado, banca e privados).
O plano foi aprovado por 66 por cento das entidades credoras apresentadas pelo Vitória, a que corresponde um valor total de 11,6 milhões de euros, explicou em novembro de 2012 um parecer do Conselho Fiscal (CF) do clube, aquando da assembleia-geral para aprovação do relatório e contas da última temporada.
Confrontado com a possibilidade do Vitória ficar de fora das competições europeias, Rui Vitória respondeu: "isso seria um tiro numa asa, deixávamos de poder voar".
No caso dos vimaranenses não serem aceites pelo organismo que rege o futebol europeu, abre-se uma vaga para outro clube.
A agência Lusa tentou uma posição do Vitória de Guimarães, mas o clube notou que o processo é sigiloso e está a decorrer.
O inglês David Beckham, do Paris Saint-Germain, anunciou a retirada do futebol profissional no final da época.
"Creio que este é o momento adequado para terminar a carreira, a jogar ao mais alto nível", afirmou Beckham, em comunicado, quatro dias depois ter conquistado a Liga francesa pelo Paris Saint-Germain.
No Facebook, Beckham agradeceu à sua mulher e ex-Spice Girl, Victoria, e declarou que quer dedicar-se cada vez mais à família. David Beckham tem quatro filhos.
O médio, de 38 anos, jogou no Manchester United, Real Madrid, AC Milan e Los Angeles Galaxy, além de ter representado a seleção inglesa por 115 vezes.
Veja o vídeo de homenagem a David Beckham enquanto jogador da seleção inglesa.
A 100.ª vitória do ciclista Mark Cavendish, conquistada esta quinta-feira debaixo de chuva intensa, ficará sempre associada a uma grande Volta, tal como grande parte da sua carreira, que conta já com 39 triunfos repartidos entre Giro, Tour e Vuelta.
Num dia mais duro do que o esperado devido à chuva persistente que caiu sobre o pelotão, o britânico fez jus à sua alcunha, ganhando com facilidade a 12.ª etapa da Volta a Itália, para alcançar o número mítico de 100 triunfos depois de um bom trabalho da Omega-Pharma Quickstep, que anulou a fuga do dia nos últimos metros.
“A equipa foi incrível. Esperámos até ao último momento, a dez quilómetros da meta estávamos atrasados um minuto e o circuito era complicado por causa da chuva. O trabalho foi deixado para os meus homens. É a minha 100.ª vitória e esta é uma maneira bonita de a conseguir”, descreveu o “Expresso da Ilha de Man”, que cumpriu os 134 quilómetros entre Longarone e Treviso em 03:01.47 horas.
Os números do ciclista da Omega-Pharma Quickstep são impressionantes: profissional desde 2005, o campeão do Mundo de 2011, de 27 anos, conta com dez triunfos esta época, 39 nas grandes Voltas (13 no Giro, 23 no Tour e três na Vuelta).
A sorte deste britânico, vencedor pela terceira vez neste Giro, desta vez à frente de Nacer Bouhanni (FDJ) e Luka Mezgec (Argos-Shimano), contrastou com a do também britânico Bradley Wiggins, que, depois de anunciar à partida que sofria de uma infeção pulmonar, perdeu mais de três minutos para toda a concorrência.
Uma vez mais, o vencedor do Tour2012 ficou distanciado nas longas descidas, obrigando a Sky a trabalho redobrado, mas ainda assim infrutífero para o recolocar no pelotão, onde seguia tranquilamente o italiano Vincenzo Nibali, primeiro da geral, a 41 segundos do segundo, o australiano Cadel Evans (BMC).
Wiggins caiu oito lugares na classificação, sendo agora 13.º a 05.22 minutos do homem da Astana.
Também os portugueses, com exceção de Nélson Oliveira (RadioShack), que chegou no pelotão, tiveram um dia menos bom, com Bruno Pires (Saxo-Tinkoff) a ser 104.º a 01.07 minutos, Tiago Machado (RadioShack) 156.º a 03.17 minutos e Ricardo Mestre (Euskaltel-Euskadi) 178.º a 04.24 minutos.
Machado caiu uma posição na geral, sendo agora 31.º, e o seu companheiro da RadioShack subiu até ao 84.º lugar. Pires é 73.º e Mestre está no final da tabela, no 163.º posto.
Na sexta-feira, disputa-se a 13.ª etapa, longos 254 quilómetros entre Busseto e Cherasco.
O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, agradeceu o apoio dos adeptos no jogo frente ao Chelsea, da final da Liga Europa em futebol, referindo que "com esta vontade a hora do clube vai chegar".
"Há momentos em que devemos ter memória e gratidão, e este é um deles. Tenho orgulho na equipa do Sport Lisboa e Benfica, mas é impossível não ficar emocionado e orgulhoso depois do que assisti no Arena de Amesterdão", refere, numa mensagem publicada no sítio oficial do clube.
Luís Filipe Vieira diz que sabe o "sacrifício" que muitos adeptos fizeram para estarem presentes na final, que o Benfica perdeu por 2-1.
"Os cânticos, a coreografia das bancadas e as lágrimas no final são imagens que marcam e que têm de servir de exemplo a todos nós. O Benfica é único", defende.
O presidente do Benfica refere ainda que o clube vai continuar com a mesma "vontade, determinação e humildade".
"Com pensamento positivo e unidos na certeza de que a nossa hora vai chegar", concluiu.