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Quinta, 16 Maio 2013 23:21   
Amor com um toque de samba
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Para Ana Amélia perdeste o teu coração,
Sob o jugo de apelo selvagem, vermelho e bruto,
Erigido sob brasas apagadas, por água em fogo enxuto,
Indomável como o rio Amazonas, digno de devoção.

Mas perdeste-a, devido a aparente cobardia,
Sob a qual se escondia a tua profunda desilusão,
Por tão vil assombro, de não conseguires a desejada aceitação.
Pode lá haver maior amor que o aceite à luz do dia?

Afinal tu eras o fruto do vasto Mundo,
Continhas em ti as lonjuras das ondas do mar,
Copas verde oliva arbóreas, e o lixo negro do chão imundo…

Pleno, como o possível intangível,
De face séria, de saudade e isenta de ilusão.
Peça móvel de um Brasil de natureza impassível!

Rui Carvalho
http://talesforlove.blogs.sapo.pt


Nota:
Poema aceite recentemente na Antologia "1000 Poemas para Gonçalves Dias" (ainda não disponível). Gonçalves Dias foi um poeta brasileiro do século XIX. Mais detalhes serão disponibilizados juntamente com os próximos poemas publicados no BOMDIA.

 

[ Prémio Rainha Sofia para o poeta português Nuno Júdice ]

[ O céu na ponta dos dedos ]

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Actualizado em ( Quinta, 16 Maio 2013 21:50 )
 
Segunda, 13 Maio 2013 22:10   
O céu na ponta dos dedos
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Clique para ampliar Que estrela é aquela que brilha mais do que as outras? Porque é que algumas estrelas só se vêm numa dada estação e a partir de uma dada hora? As estrelas também “nascem” e também se “põem” aparentemente como o nosso Sol? E aquele astro errante? É um planeta ou um satélite? Como é que sei orientar-me pelas estrelas para poder sonhar com viagens de descoberta?

A resposta a estas e muitas outras perguntas encontram-se, numa linguagem simples mas rigorosa e metodológica, no livro “O Céu na Pontas dos Dedos” do prestigiado astrónomo amador Guilherme de Almeida, publicado em Fevereiro de 2013 pela Plátano Editora.

Este é o oitavo livro do autor do “Roteiro do Céu”, obra publicada em 1996, também pela Plátano Editora (actualmente na 5ª edição e com uma edição em 2004 em língua inglesa pela Springer Verlag-London), título incontornável e pioneiro no panorama da divulgação científica específica à astronomia em Portugal.

Este último livro de Guilherme de Almeida é, muito oportuna e curiosamente, uma excelente introdução às suas obras anteriores, mais densas e específicas.

É um livro muito bem construído e conseguido nos seus objectivos. Possui os elementos e conteúdos fundamentais para uma iniciação segura à observação e contemplação do céu nocturno por qualquer pessoa. Mas também é útil ao astrónomo experiente uma vez que o leitor é brindado com a inclusão no livro de um mui útil planisfério celeste multifuncional, optimizado para observações a partir de Portugal continental e Regiões Autónomas. Destacável e utilizável livremente com as mãos, com ele é possível identificar estrelas e constelações em qualquer data do ano e hora do dia.

Ao longo de três capítulos, curtos quanto baste, Guilherme de Almeida acompanha e guia o leitor aprendiz, passo a passo, com a virtuosa e eloquente paciência dos mestres. No primeiro capítulo são introduzidos os elementos fundamentais que constroem a linguagem e referenciais da observação astronómica. O planisfério celeste é explicado no segundo capítulo. No terceiro, o autor exemplifica casos concretos e práticos para o uso do planisfério, as suas funções básicas, e aconselha, como se estivesse ao nosso lado a observar o céu, alguns procedimentos úteis para uma melhor observação astronómica a olho nu. Por fim, descreve as funções especiais ou avançadas do planisfério celeste, o que encoraja a evolução do principiante amador para o astrónomo disfrutante.

Este livro ganha em rigor e qualidade pela existência de um quarto capítulo que inclui informações complementares e mais avançadas, respostas a perguntas que só surgem de depois da utilização efectiva do planisfério celeste, e um imprescindível glossário com a necessária terminologia astronómica.

Refira-se que o texto está muito bem compaginado com fotos, ilustrações e esquemas que reforçam e complementam a clareza da mensagem textual. Acrescente-se a existência aqui e acolá de caixas laterais que permitem uma aprendizagem complementar e mais aprofundada ao longo do livro, consoante o interesse e disponibilidade de cada leitor. É um livro que pode ser lido a vários tempos permitindo uma mesma observação celeste.

Destaquem-se as cinco magníficas fotografias astronómicas da autoria do fantástico foto-astrónomo português Miguel Claro, que acrescentam beleza e informação visual adicional ao livro.

Para saber mais, o livro acaba com indicações sobre outras obras e sítios na Internet onde o leitor poderá saciar o espanto resultante das observações que resultarão, acto contínuo, da leitura deste livro e do uso do planisfério celeste incluso.

Para ver mais, basta ter “O Céu nas Pontas dos Dedos”, com olhos contemplando o cosmos pela janela do nosso horizonte celeste.

António Piedade

Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva

[ UMinho desenvolve "modelo inovador" para "avaliar" moléculas ]

[ 155 candidaturas ao Prémio de Empreendedorismo na Diáspora ]

Actualizado em ( Segunda, 13 Maio 2013 22:10 )
 
Quinta, 09 Maio 2013 03:13   
A conturbada relação entre Salazar e Paulo VI
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Clique para ampliar Sabia que, apesar de ser frequentemente recordado como beato, Salazar não respeitava o Papa?

E sabia que Salazar chegou mesmo a ameaçar a Santa Sé com um rigoroso e firme corte de relações?

José Carvalho, historiador especialista em temáticas de religião, levanta o véu sobre estas e muitas outras questões fundamentais para compreendermos a relação entre o Estado Novo e o Vaticano.

Numa época em que a figura do Sumo Pontífice está permanentemente sob escrutínio mediático, fruto da recente renúncia de Bento XVI, e da eleição do novo Papa Francisco I, importa recordar que Paulo VI foi o primeiro Papa a visitar Portugal, no dia 13 de Maio de 1967, para assinalar os 50 anos das aparições de Nossa Senhora de Fátima. O País era, na época, governado por Salazar, que abandonaria o poder no ano seguinte.
Ao longo de todo o seu Pontificado, entre 1963 e 1978, o Papa Paulo VI teve uma relação muito difícil com Salazar, governante que considerava demasiado conservador. Por sua vez, Salazar não acreditava em Paulo VI e nas suas "novas ideias", surgidas do Concílio Vaticano II (1962-1965). Mais: tinha medo das "ideias perigosas" que circulavam na cabeça e na acção de alguns católicos da época.

Este livro revela, por exemplo, que Salazar esteve prestes a não autorizar a visita do Papa ao nosso País. A história de uma relação difícil e polémica, a crispação entre Salazar e Paulo VI, e uma visita que parecia impossível, estão entre as revelações desta obra, que pretende responder ainda a questões como: Quem foi Paulo VI? Como foi vivido o pontificado de Paulo VI no nosso País?
Que imagem tinha Paulo VI de Salazar? Que relação existiu entre o regime português e Paulo VI?
Como era o Portugal dos anos 60? Como viviam os portugueses neste período?

"Uma obra reveladora, um contributo assertivo para a queda de inúmeros mitos falaciosos que prevalecem na memória colectiva dos portugueses", diz o autor, José Carvalho.

[ Lisboa ]

[ A emigração portuguesa é diferente de país para país ]

[ Mudança ]

Actualizado em ( Quinta, 09 Maio 2013 03:13 )
 
Quinta, 09 Maio 2013 03:06   
Lisboa
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                                                                      (A Luciana)

Lisboa, cidade do fulgente brancor dourado,

Benditos sejam os teus ébrios mármores e azulejos baptizados de luz,

Assim como as laranjas maduras que flutuam nos teus telhados

Bendito seja o sol festivo, efusivo e inundante que desfila nas tuas veias

Bendito seja esse teu oloroso e embevecente perfume

Que usas desde o tempo em que eras capital de um império

Bendita seja essa guitarra cantadeira de fados que trazes ao peito

Benditos sejam esses amanheceres de oiro que dependurados no seu grasnar

As gaivotas trazem do coração do mar

Benditos sejam os jacarandás e as buganvílias que ornam tua gracilidade,

Assim como as tuas rendilhadas calçadas, onde descalça adoras dançar

Lisboa, cais de todas as saudades,

Benditas sejam as tuas praças, largos, avenidas, ruas e ruelas,

Onde com esse teu jeito de moçoila de formas fartas,

Grácil, solene e pavonesca passeias,

E pelos passeantes te deixas cortejar, bajular e seduzir

Benditos sejam os teus miradoiros,

Deleitosos camarotes onde a tua nudez concedes contemplar

Bendito seja o teu amante Tejo, eterno amante,

Amante fiel, amante amorável e sempre disponível

Benditos sejam os beijos constantes e apaixonados que trocais

E a volúpia inflamada com que vos abraçais

Lisboa, sereia cujo canto e encanto encantou Ulisses,

Bendita sejas porque namoras e fazes amor com todos aqueles que te amam e desejam

Bendita sejas porque és o templo onde a luz vem cantar-se, festejar-se, sacralizar-se


Ó Lisboa, ó manancial da claridade,

Bendita sejas porque a inspiração dos poetas atiças vivamente

E do coração ao pensamento lhes suscitas poemas.


dinismoura

 

[ Mudança ]

[ As histórias de Dulce Rodrigues (vídeo) ]

 

 

 

Actualizado em ( Quinta, 09 Maio 2013 01:07 )
 
Terça, 07 Maio 2013 16:31   
Mudança
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Diziam os poetas da Grécia antiga

Que os meteoros

Eram lágrimas de estrelas chorosas.

Nos dias que correm

As estrelas deram em chorosas

– Choram porque já ninguém delas diz

O que os poetas da Grécia antiga diziam.


dinismoura

 

[ As histórias de Dulce Rodrigues (vídeo) ]

[ O cacilheiro que vai de Lisboa a Veneza ]

[ Estreia na realização de filmes aos 76 anos (vídeo) ]

 

 

 

 

Actualizado em ( Terça, 07 Maio 2013 14:32 )
 
Domingo, 05 Maio 2013 16:17   
As histórias de Dulce Rodrigues (vídeo)
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Clique para ampliar Dulce Rodrigues este este fim-de-semana no Salão do Livro de Genebra. "É a minha segunda participação neste evento internacional, desta vez a convite da Varal do Brasil", explica a escritora que se especializou em livros para crianças.

Além do livro "Era uma vez uma casa", Dulce Rodrigues apresentou ainda o livro bilingue francês/português "O Pai Natal está constipado", os livros em francês "Le Théâtre des Animaux" e "Il était une Fois une Maison", e os livros em inglês "Barry’s Adventure" e "Father Christmas has the Flu". Todos estes livros e muitos outros encontram-se à venda através da Amazon.

Dulce Rodrigues é uma escritora portuguesa que vive um pouco por toda a Europa e já residiu também no Luxemburgo. Gosta de jardinagem, fotografia, arte, música, animais e livros – tanto os dos outros como os que ela própria escreve, especialmente os que escreve para crianças e jovens... de todas as idades.

Leia excertos dos seus livros, os textos das suas conferências, os seus artigos sobre plantas medicinais, lendas e tudo o mais que encontrar no seu sítio web em www.dulcerodrigues.info.

[ Estreia na realização de filmes aos 76 anos (vídeo) ]

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Actualizado em ( Domingo, 05 Maio 2013 16:17 )
 
Quinta, 18 Abril 2013 22:48   
Um livro sobre a literatura de cordel
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Clique para ampliar António de Abreu Freire, escritor natural do Bunheiro, Murtosa, professor universitário e investigador no Brasil, Canadá e Portugal, apresenta o seu último livro “Introdução à Literatura de Cordel” no próximo sábado dia 20 pelas 17h no Espaço FNAC Norteshopping em Matosinhos.

Ainda no Grande Porto, o escritor voltará a apresentar este livro no dia 27, também pelas 17h, desta feita no Espaço FNAC do Gaiashopping.

O autor será apresentado por António Costa Valente da Universidade de Aveiro.

“Introdução à Literatura de Cordel” surge da vivência cultural do autor que com este livro constrói uma ponte entre os dois lados do Atlântico onde, em número e em raiz, mais se fala português. “No Brasil, a Literatura de Cordel é hoje produzida e apreciada por todos: gentes da cidade e do sertão, eruditos e caboclos, coronéis e jagunços; é uma das marcas mais representativas de uma identidade, a que une povos e etnias de língua portuguesa num só complexo emotivo”, lê-se no livro.

Diz ainda o autor que “As gentes que falam português pelo mundo constroem as suas cidadanias diferenciadas partilhando uma identidade comum cuja matriz genética é Portugal mas com suporte fundamental no Brasil”. Reafirma que “A poesia popular de língua portuguesa tem hoje os seus arraiais no Brasil, o país que sustenta a universalidade da nossa língua. Mas é herança e espólio de todos os que falam português...”.

Publicando livros desde 1967, nas áreas das ciências humanas e da divulgação científica, de entre os livros de António Abreu Freire, um destaque particular para as obras “Sermões de Santo António” (Portugália, 2009), “Ação e Palavra” (Afrontamento, 2010) e “História de um Homem Corajoso” (Afrontamento, 2010), sobre a vida e a obra do Padre António Vieira, de que é um reputado especialista.
Na rota de Vieira, em 2007 o escritor empreendeu uma das suas expedições marítimas, o “Cruzeiro Histórico Identidade e Cidadania”. A bordo de um veleiro, numa viagem que durou um ano, foi escrevendo “Diário de Bordo”, onde relata detalhadamente o cotidiano desta viagem comemorativa e de investigação, marcando em cada lugar os passos do escritor de seiscentos.

O seu livro anterior foi “Crónicas em prosa de mar e verso de Cordel” (Debatevolution, 2000), estando no prelo a obra “O Roteiro de Martim Soares Moreno”, uma história dos heróis esquecidos da restauração do Brasil (1600 – 1654).
“Introdução à Literatura de Cordel” é uma edição Debatevolution e contou com o patrocínio da Câmara Municipal de Estarreja.

[ Christopher Martins está talhado para ser um grande (vídeo) ]

[ Tribunal Europeu condena Luxemburgo por violar liberdade de expressão ]

[ Citações do papa tem 1a edição mundial em Portugal ]

Actualizado em ( Quinta, 18 Abril 2013 22:48 )
 
Terça, 16 Abril 2013 22:18   
Jornalista português publica livro sobre reeleição de Obama
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Clique para ampliar A campanha de Barack Obama pelo segundo mandato como Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) é retratada no livro “Por Dentro da Reeleição – Os Segredos de uma Jornada Improvável”, da autoria do jornalista Germano Almeida, a lançar quarta-feira.

A publicação reúne 42 crónicas previamente publicadas no portal TVI24.pt, no jornal A Bola e no blogue pessoal do jornalista português, sob o título “Histórias da Casa Branca”, o mesmo do primeiro livro de Germano Almeida.

Em “Por Dentro da Reeleição” existe um capítulo dedicado à carta de agradecimento do próprio Barack Obama, enviada aquando da receção dessa primeira publicação, que versa as políticas norte-americanas da primeira administração Obama.

Germano Almeida, jornalista que acompanha há vários anos o percurso do Presidente dos EUA, esteve na América durante as semanas decisivas da disputa presidencial de 2012 e conta os pormenores mais interessantes do sucesso de Obama.

Com texto de abertura de Allan Katz, embaixador dos EUA em Lisboa, “Por Dentro da Reeleição” tem ainda os testemunhos do general Loureiro dos Santos e dos jornalistas Carlos Daniel, Ricardo Alexandre e Francisco Sena Santos, e de José Gomes André, investigador de Filosofia Política.

Germano Almeida, com 34 anos de idade, é jornalista do grupo Media Capital. Passou por A Bola em três períodos diferentes, foi diretor de comunicação da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e está pela segunda vez no Maisfutebol.

Mantém, há vários anos, uma rubrica de crónicas sobre política norte-americana, “Histórias da Casa Branca”, que deu o nome ao seu primeiro livro, também publicado pela editora Prime Books.

A obra será apresentada na quarta-feira, no Porto, na livraria Bertrand (Dolce Vita Antas, 21:30), pelos jornalistas Carlos Daniel e Álvaro Costa, e sexta-feira em Lisboa (Bertrand Amoreiras, 18:30), pelo general Loureiro dos Santos e pelos jornalistas Ricardo Alexandre e Francisco Sena Santos.

[ Felgueiras: A cidade portuguesa onde o desemprego diminui ]

[ Cavaco quer Portugal na moda entre os colombianos ]

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Actualizado em ( Terça, 16 Abril 2013 22:18 )
 
Quarta, 10 Abril 2013 23:43   
Brasileira Clarice Lispector candidata a melhor livro traduzido nos EUA
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Clique para ampliar A primeira tradução para inglês de “Um sopro de vida” (“A Breath of Life“), o último romance de Clarice Lispector, por Johnny Lorenz, é finalista do Prémio de Melhor Livro Traduzido nos Estados Unidos, na categoria "Ficção".

O anúncio dos 10 finalistas, escolhidos entre os 25 nomeados, foi feito quarta-feira pelo centro de investigação literária que criou o galardão, o Three Percent, da Universidade de Rochester, no Estado norte-americano de Nova Iorque.

Entre os 25 nomeados estava o romance "A Máquina de Joseph Walser", de Gonçalo M. Tavares, que não ficou entre os finalistas.

Atualmente, está patente, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a exposição “A hora da estrela”, sobre a obra da escritora brasileira falecida em 1977, aos 57 anos.

O Prémio de Melhor Livro Traduzido nos Estados Unidos é atribuído anualmente ao melhor livro traduzido para inglês, publicado no mercado norte-americano, tendo em conta a qualidade da obra e da tradução.

A organização destaca que o galardão é “uma oportunidade para honrar e distinguir tradutores, editores e outros agentes literários que ajudam a disponibilizar literatura de outras culturas aos leitores americanos”.

A cerimónia de entrega dos prémios vai decorrer em Nova Iorque, no dia 04 de junho.

O autor e o tradutor das obras distinguidas nas categorias de Ficção e Poesia receberão um prémio monetário de cinco mil dólares (cerca de 3.800 euros) cada, atribuído pela Amazon.

O júri do prémio é constituído pela editora Monica Carter, o tradutor e crítico Tess Doering Lewis, Scott Esposito, do Center for the Art of Translation, Susan Harris, de Words Without Borders, o tradutor Bill Martin, Bill Marx, da Arts Fuse, Michael Orthofer, da Complete Review, Stephen Sparks, da Green Apple Books, e Jenn Witte, da Skylight Books.

Clarice Lispector decidiu ser escritora em 1933, contava 13 anos. Em 1942, saiu a sua primeira obra, “Perto do coração selvagem”. Escreveu cerca de 20 títulos, entre os quais “A paixão segundo G.H”, obra que inspira um núcleo da exposição na Gulbenkian, “A vida íntima de Laura”, “A mulher que matou os peixes”, “Laços de família” e “A maçã no escuro”.

“Um sopro de vida”, o último romance de Clarice Lispector, foi editado nos Estados Unidos em 2012 pela New Directions. Encontra-se publicado em Portugal com o título "Um Sopro de Vida (Pulsações)", com a chancela da Relógio dÁgua.

O argentino Sergio Chejfec, os franceses Eric Chevillard e Edouard Levé, o iraniano Mahmoud Dowlatabadi, o húngaro László Krasznahorkai, o russo Mikhail Shishkin, o autor somali de língua francesa Abdourahman A. Waberi, o suíço, de língua alemã, Urs Widmer, e a escritora alemã de origem romena Herta Müller, Nobel da Literatura em 2009, são os autores das restantes obras finalistas do Prémio de Melhor Livro Traduzido nos Estados Unidos.

Actualizado em ( Quarta, 10 Abril 2013 23:43 )
 
Segunda, 08 Abril 2013 17:13   
Miguel Esteves Cardoso: Como é linda a puta da vida
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Clique para ampliar O novo livro de Miguel Esteves Cardoso, “Como é linda a puta da vida”, será editado no dia 22 de abril, marcando a sua entrada no catálogo da Porto Editora (PE), que reeditará anteriores títulos do autor de "Escrítica Pop".

“Como é linda a puta da vida” é um livro de crónicas, afirma em comunicado a PE, que reeditará do autor, também no dia 22, os títulos “A causa das coisas”, “O amor é fodido”, “Os meus problemas” e “Explicações de Português explicadas outra vez”, com um novo design, de autoria de Rui Ricardo.

O autor, num encontro com os jornalistas, em janeiro, afirmou a sua “grande vontade” de integrar o catálogo da PE, editora que chegou a contactar e a dar conta desse interesse.

“Foi um namoro de 22 anos”, disse Esteves Cardoso, cujas obras eram editadas pela Assírio & Alvim.

Miguel Esteves Cardoso afirmou que esta “paixão foi sempre pública”, tendo dado conta dela numa das suas crónicas na imprensa diária.

“Cheguei a dizer que a PE era a única editora que me orgulharia de representar, sem ser a Assírio”, adirmou o escritor.

No ano passado, com a aquisição da Assírio & Alvim pelo Grupo Porto Editora, “desatou-se um nó e deu-se outro, Miguel Esteves Cardoso, MEC para os amigos, passa a publicar pela (a estar casado com a) Porto Editora”, escreve o grupo editorial em comunicado.

A apresentação dos cinco títulos está marcada para o dia 27 de abril, às 17:00, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, aos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, no âmbito do ciclo literário “Porto de Encontro”.

Em Lisboa, a apresentação está marcado para o dia 03 de maio, “em local a anunciar brevemente”, lê-se no mesmo comunicado da PE.

Miguel Esteves Cardoso, 55 anos, foi um dos fundadores do semanário O Independente, em 1988, quando decidiu abandonar a carreira académica. Investigador no Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa, foi professor do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), cofundador do Gabinete de Filosofia do Conhecimento e “visiting fellow” do St. Anthony’s College, em Oxford, Inglaterra.

Autor de crónicas sobre música, para a imprensa, sobretudo para os semanários O Jornal e Se7e, para a revista Música e Som e também para o programa Café-Concerto, de Maria José Mauperrin e Aníbal Cabrita, da Rádio Comercial, acompanhou a emergência dos novos movimentos da música popular, na viragem da década de 1970, para a seguinte.

Algumas dessas crónicas viriam a ser reunidas no volume "Escrítica Pop - Um quarto da década do rock 1980-82", originalmente publicado pela editora Quercus, tendo sido posteriormente recuperado pela Assírio & Alvim.

Na década de 1980, Miguel Esteves Cardoso criou, com o músico Pedro Ayres Magalhães, entre outros, a Fundação Atlântica que se tornou na primeira discográfica independente portuguesa e produziu álbuns de, entre outros, Sétima legião, Xutos e Pontapés, Anamar e Delfins.

A experiência musical de Esteves Cardoso estendeu-se à escrita de letras, nomeadamente para a cantora Né Ladeiras e para a jornalista Manuel Moura Guedes, na sua experiência musical.

Além de ter dirigido O Independente, colaborou com outros jornais, fundou a revista Kapa e candidatou-se ao Parlamento Europeu, nas listas do Partido Popular Monárquico.

Colaborou com a SIC num programa semanal - "A noite da má língua" - e, entre 1999 e 2002 escreveu o blogue Pastilhas.

Em janeiro de 2006 retomou a colaboração no semanário Expresso e posteriormente com o Público, onde mantém uma crónica diária. Em 2009, publicou o livro “Em Portugal não se come mal”.

[ Cientistas japoneses já conseguem ver os sonhos ]

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Actualizado em ( Segunda, 08 Abril 2013 17:13 )
 


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