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Inaugurada em Genebra a “capela das princesas portuguesas”

Em Genebra, o dia 10 de junho foi mais do que Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Foi inaugurada, na tarde de domingo, na Catedral São Pedro, em Genebra, a Capela de Portugal, um espaço que foi reabilitado e onde estão sepultadas Emília de Nassau, princesa titular de Portugal, e a sua filha mais velha, Maria Belgia.

Terminadas as obras de reabilitação da chamada Capela de Portugal, foram instaladas naquele espaço peças de mobiliário sacro concebidas pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira.

A Capela de Portugal é um espaço nobre, situado à esquerda do altar-mor da catedral, com uma área de aproximadamente seis por quatro metros, que esteve encerrado ao público durante muitos anos.

A Catedral de São Pedro em Genebra, transformada em templo protestante em 1535, foi distinguida com a Marca do Património Europeu, instituída pela União Europeia em 2011.

As lápides que na capela da catedral de S. Pedro, antes da Reforma chamada Capela de Nossa Senhora, assinalam a inumação de Emília d’Orange-Nassau e da sua filha mais velha, Maria Belgia, foram ali colocadas em 1910 a pedido de António de Portugal de Faria, Marquês de Faria, historiador de D. António Prior do Crato. As lápides estão encimadas pelos escudos de Portugal e da Holanda, porque Emília de Nassau tinha também ascendência holandesa.

Irmã do príncipe de Orange, Emília de Nassau casou, a 17 de novembro de 1597, com D. Manuel de Portugal, filho de D. António Prior do Crato. Aclamado rei em julho de 1580, António perdeu o trono um mês depois, na Batalha de Alcântara, contra as tropas de Filipe II de Espanha.

Depois do exílio da família em França e da morte do pai, D. Manuel de Portugal conheceu na Flandres Emília d’Orange-Nassau. Casaram-se em Haia e tiveram oito filhos. Quase três décadas depois, ele instalou-se em Bruxelas com os filhos e ela mudou-se para Genebra com as filhas.

Emília comprou em Genebra uma casa que corresponde ao atual número 7 da rua Verdaine. Não respirou muito tempo os ares helvéticos, tendo falecido em 1629, quatro anos depois de ter chegado a Genebra.

Três meses depois da morte da mãe, em 24 de junho, Maria Belgia casou com o coronel alemão Johann Theodor Croll. Herdou a Baronia de Prangins, onde se instalou com Croll, para ali viver anos agitados numa relação que se rompeu com a partida do marido para Itália, onde foi assassinado. A princesa retirou-se então para a residência da rua Verdaine em Genebra, onde a 29 de julho de 1647 viria a falecer, com 48 anos.