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Importam-se que ponha o gorro?

Um dia num evento com mais de 100 pessoas conheci um Padre muito delicado, até nos perguntou sob o gelo de Fátima, se nos importássemos que pusesse o gorro.

Apetecia-me dizer-lhe: claro que com o gorro não fica tão giro! Mas calei-me. Apesar de ter muito à vontade com os Padres e de brincar muito com aqueles com quem tenho mais confiança, tento sempre controlar-me pois devo-lhe todo o meu respeito assim como peço sempre todo o respeito deles.

Os Padres que me têm acompanhado ao longo de toda a minha vida conhecem-me muito bem, todos os meus pontos bons e maus. São pessoas que me ajudam muito a viver o meu dia a dia com um sorriso feliz.

Assim como tenho um exagerado respeito pelos mais velhos, o tenho em relação aos Padres. Talvez influenciada por uma das minhas avós, mas o que é certo é que é assim.

Voltando àquele Padre. No dia seguinte, a contar isto às pessoas com quem partilhava a mesa do pequeno-almoço, saí-me a dizer: temos uma sorte desgraçada, parece que temos aqui os Padres mais borrachos à face da Terra.

Vira-se uma das minhas interlocutoras (tínhamos acabado de nos conhecer): e a Igreja precisa deles! Quem não gosta de conhecer estes borrachos? Se todos fossem assim, era moda ir à Igreja e não retrógrada, mau gosto, etc…

Afinal, não sou a única que acha que a Igreja precisa destes Padres Borrachos! E quando, além de borracho a pessoa tem delicadeza, é mesmo Deus na Terra!

Como diz o Papa Francisco a delicadeza não faz mal a ninguém: um obrigado, um desculpe ou um por favor unem pessoas, casais, famílias, comunidades, empresas, etc.