De que está à procura ?

luxemburgo
Lisboa
Porto
Luxemburgo, Luxemburgo
Colunistas

Festas da Rainha Santa em Coimbra

Vou ser curto e grosso: já estou farto de ler e ouvir gente a falar mal do fogo-de-artifício das festas da Rainha Santa em Coimbra. Uns protestam porque o fogo foi pouco interessante e pequeno, outros dizem que foi um exagero, outros que foi caro, alguns dizem que a câmara deveria ter mais ambição e fazer uma coisa tipo “à Funchal”, claro que existe quem se queixe que foi ver o fogo e como estava muita gente não viu nada, e que o discurso do Bispo foi demasiadamente longo! E existem também os fundamentalistas que acham que não deveria haver uma festa do concelho ligada a uma tradição e lenda católica.

E agora existem os neo-intelectuais que acham que numa cidade onde as pessoas são muito ignorantes é uma tristeza o dinheiro do fogo-de-artifício não ser gasto em cultura.

Eu devo ser o único palerma no mundo que não aprecia fogo-de-artifício. Nada tenho contra a pirotecnia, mas de facto ver coisas a estalar no céu não me motiva muito. A Ana gosta de ver e não me custa acompanhá-la nesse gosto, mas fico contente quando chega a parte dos 3 foguetes finais. Sabem quando uma pessoa vai à missa e o padre diz “Ide em paz e o senhor vos acompanhe”? É mais ou menos a mesma coisa!

Não estou a desdenhar do foguetório e dos seus apreciadores. Há quem goste e faz muito bem em ir ver o espectáculo, e lá por ser algo que não aprecio muito, claro que se estiver a acontecer, também me entretenho a olhar para o céu.

Eu não entendo muito de gestão autárquica, mas sei que apesar da necessidade de uma vertente cultural nas festas da cidade, tem necessariamente e essencialmente, que existir uma componente lúdica e recreativa! E se a Câmara contratar o Quim Barreiros, qual é o problema? Vai animar certamente muita gente. As festas do concelho não foram desenhadas para elites.

A sério, quem me lê sabe que não me identifico com este executivo camarário, mas não significa que se seja necessariamente contra, e tento aproveitar o que é grátis. Ontem assisti a um concerto fabuloso dos “The Gift” com a Sónia Tavares transformada em algo fantástico, interactivo e envolvente.

O puto Lima adorou ter visto os D.A.M.A. ao vivo, ele que andava há tanto tempo a pedir aos pais para os levarem a ver esse grupo que ele adora. Hoje a Gisela João está no Jardim da Sereia.

E eu acho que há algumas pessoas a aproveitarem para dizerem mal em vez de estarem a usufruir.