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Este documento, guardado em Alcobaça, é candidato a Registo da Memória do Mundo

O Códice Calixtino de Alcobaça, de 1175, proveniente da livraria do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, que atualmente faz parte do acervo da Biblioteca Nacional de Portugal, é candidato ao Registo da Memória do Mundo, pela UNESCO.

Em comunicado hoje divulgado, a BNP informa que “foi aprovada pela UNESCO a candidatura ao Registo da Memória do Mundo intitulada ‘O Codex Calixtinus da Catedral de Santiago de Compostela e outras cópias medievais do Liber Sancti Iacobi: As origens ibéricas da tradição Jacobeia na Europa’”.

Esta candidatura, esclarece a mesma fonte, inclui um conjunto de cópias manuscritas medievais do “Liber Sancti Iacobi”, “uma compilação de textos de natureza religiosa conhecido como ‘Calixtinus’ por ser atribuído ao papa Calixto II”.

“Os textos relacionam-se com o Apóstolo Santiago e a peregrinação ao seu túmulo, em Compostela, [no nordeste de Espanha,] em cuja catedral se encontra o mais antigo desses documentos, datado entre 1140 e 1170”.

O conjunto de seis manuscritos constantes da candidatura inclui um códice do acervo da BNP, proveniente da livraria do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça catalogado como “BNP, ALC. 334, f. 103 v.-215 v.”.

Para a BNP, a aprovação da candidatura, apresentada conjuntamente por Espanha e Portugal, “reconhece não só a importância do ‘Liber Sancti Iacobi’ para o conhecimento da religiosidade e cultura da Europa medieval, mas também a antiguidade e raridade do conjunto de cópias” nela integradas.

O Programa Memória do Mundo, da UNESCO, foi estabelecido em 1992 e visa facilitar a preservação, apoiar o acesso universal e aumentar a conscientização acerca da existência e significado do património documental, explica a BNP.

O Registo da Memória do Mundo compreende atualmente 427 documentos e coleções, provenientes de países de todos os continentes, sendo dez de Portugal, entre os quais os manuscritos o “Apocalipse do Lorvão”, no acervo da Torre do tombo, e o “Comentário ao Apocalipse do Beato de Liébana”, do Mosteiro de Alcobaça, do acervo da BNP, incluídos no ano passado, como recorda a BNP.