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Opinião

Considerações sobre a guerra

Muito se tem falado, discutido, brincado, satirizado, escrito e postado nas redes sociais sobre a possível guerra nuclear entre os Estados Unidos da América e a Coreia do Norte a qual certamente será como o sarampo: contagiará certamente mais países a não ser, claro, que Francisco George seja nomeado pelo secretário-geral da ONU, como emissário especial para guerras contagiosas.

Mas vamos aos factos: os testes realizados pela Coreia do Norte com os seus mísseis parecem uma brincadeira de crianças quando comparados com a indústria de pirotecnia portuguesa. Não acreditam? Então pensem: já alguém morreu vítima de um míssil norte-coreano? Claro que não! Pois em Portugal, quando as fábricas de pirotecnia explodem, é a carnificina total! E quando os nossos jovens vão para Espanha o que é que acontece? Não deixam nada de pé! E qual é a atitude dos jogadores do Canelas perante a adversidade, como por exemplo, um árbitro que não lhes faz a vontade? Joelhada e violência com ele! E qual é o comportamento das nossas claques? Provocam muito mais o mundo do que mil Kim Jong-un’s juntos. E as armas biológicas que temos? Sim, se a Síria tem armas químicas, Portugal tem armas biológicas. Não acreditam? Vejam os casos da ‘Legionella’ e de Sarampo que têm limpado o ‘sarampo’ a muito boa gente inocente, passe o pleonasmo. Isto sim, é uma nação perigosa para o mundo civilizado! E se algum fiel pega sarampo ao Santo Papa no 13 de Maio? Isso sim, seria terrorismo biológico! E isto para não falar de terrorismo cultural, que é o pior terrorismo de todos: o dueto de Maria Leal com Zé Cabra. É o fim do mundo! Brindemos a isso! Afinal não é todos os dias que o mundo acaba. E vinho não nos falta ou não fosse Portugal o maior consumidor de vinho do Mundo. Eu até diria mais: do Universo! É que não me parece que os extra-terrestres bebam vinho. Mas isto sou eu a pensar, porque quem já avistou OVNIS afirma que eles andam em círculos, em ziguezagues: tudo trajectórias de bêbados!

Uma crónica sobre a guerra que já vai a meio e ainda não se falou de Trump? Pois é, esse tipo tem que saber esperar! E enquanto espera deveria ler a “Ilíada” de Homero, uma obra que foi durante muito tempo de leitura obrigatória, por exemplo, entre os comandantes do exército norte-americano e de outros exércitos, tais são os ensinamentos que transmite em matéria da arte da guerra, provando quão cruel ela pode ser, inclusive mesmo para os Deuses. Imagine-se então para os pobres humanos…

Mas claro que não podemos comparar a “Ilíada” à “Trumpalhada” em que está o mundo neste momento. Para começar, na “Ilíada tínhamos o “Olimpo”, morada dos Deuses, pelo que se tratou de uma guerra (O)limpa. Na actualidade, temos o “Opoluído”, morada dos humanos, que habitam num planeta cada vez mais imundo, pelo que as guerras são bem sujas.

A Guerra de Troia começou quando Éris, a deusa da discórdia, apelando ao espírito narcisista, lançou para o meio dos convivas do casamento de Peleu e Tétis, uma maçã de ouro com a seguinte inscrição: “Para a mais bela”. Penso que se passa exactamente o mesmo entre Donald Trump e Kim Jong-un: alguém lhes lançou o desafio: “Qual dos meninos tem o penteado mais fashion”? E pronto, foi o suficiente para começarem em guerrinhas um com o outro porque a seguir ao penteado vem o tamanho do “coiso”, e sempre em escalada… até chegarem ao ponto de verem quem é que tem o maior míssil…

Depois de mil e uma aventuras cheias de adrenalina com casamentos, raptos, batalhas, heróis, fugas, vinganças, a “Ilíada” finda assim: “E assim terminou a longa guerra entre gregos e troianos, guerra que nada trouxe de bom nem para vencedores, nem para vencidos”. Era isto que, quer Trump, quer Jong-un, deveriam ler, mas para isso seria necessário terem essa competência – a da leitura – o que duvido muito. Eles são mais de brincar às guerrinhas e à estrela da morte…

Daniel Luís