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Coligação lusoamericana apela ao voto

 

A California Portuguese-American Coalition (CPAC) lançou uma campanha de apelo ao voto para levar os lusoamericanos a irem às urnas nas eleições intercalares de seis de novembro, disse à Lusa o presidente Diniz Borges.

O objetivo da campanha, que está a correr as redes sociais com a chave “I’m Portuguese-American and I vote” em inglês e “Sou Emigrante e Voto” em português, é aumentar a participação da comunidade lusodescendente num ato eleitoral decisivo, que irá ditar a continuidade do controlo dos Republicanos no Congresso ou a viragem do poder para a mão dos Democratas.

Diniz Borges referiu que a participação eleitoral dos lusoamericanos “não é a desejada” e sublinhou que nas últimas eleições intercalares, em 2014, votaram apenas 86.027 eleitores de origem portuguesa na Califórnia, cerca de um quarto da população lusodescendente no Estado da Costa Oeste.

A campanha consiste em vídeos de 15 a 20 segundos em que lusoamericanos falam da importância de votar nas próximas eleições. Diniz Borges explicou que não haverá foco em nomes conhecidos da comunidade, já que a ideia é “ter as pessoas a participarem e democratizar o processo em vez de ter nomes sonantes” em que pode não haver “ligação direta”. Ou seja, mostrar “gente da comunidade das mais variadas profissões”, com que os eleitores se podem identificar.

Os vídeos são acompanhados da chave #ImPortugueseAmericanAndIVote ou #SouEmigranteEVoto e estão a ser disseminados nas redes sociais, com intenção de chegarem ao máximo de lusodescendentes no Estado. Quem quiser poderá submeter o seu próprio vídeo para entrar na campanha.

O esforço será concentrado na Califórnia, mas a CPAC já começou a receber contactos “de alguns membros da comunicação de língua portuguesa” nos Estados Unidos para tornar a campanha nacional.

A Coligação Luso-Americana da Califórnia contabiliza 88 oficiais lusoamericanos eleitos no Estado e procede, neste momento, a uma pesquisa de candidatos de origem portuguesa que vão a votos em novembro.

De acordo com Diniz Borges, a contabilização de candidatos é um processo “difícil” que está a ser feito de condado a condado e deverá estar concluído no final de outubro. Um dos obstáculos é a “americanização de nomes” e o facto de as pessoas nem sempre se identificarem como lusoamericanas.

Incentivar os eleitores de origem portuguesa a colocar a ascendência no boletim de voto é outro dos objetivos da CPAC, de forma a ter uma visão mais clara da participação total da comunidade nos atos eleitorais.

Em 2014, dos 86.027 votantes lusoamericanos que foram às urnas, 36.137 identificaram-se como democratas, 26.809 como republicanos e 23.081 como independentes. Os restantes identificaram pertença a pequenos partidos como os Verdes (492) e Peace and Freedom Party (294).