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Opinião

Citroën Dyane nasceu há 50 anos

Como eu gosto de efemérides… Falar sobre o Citroën 2CV é estar a falar sobre um dos modelos mais representativos da história do automóvel. Mas este ano celebra-se o 50º aniversário do nascimento do Citroën Dyane, um modelo sucessor que nasceu com a difícil tarefa de assumir o lugar do icónico 2 CV.

O Dyane veio dar um toque mais elegante e melhorar o equipamento do 2 CV, mas também ganhar competitividade num mercado onde o Renault 4 era vencedor graças à sua quinta porta. Este novo modelo revelou-se mais actual e gracioso, sobretudo por culpa do equipamento mais refinado e da estética diferente (uma carroçaria mais dinâmica e linhas mais angulares). Porém, o Dyane nunca se assumiu como um verdadeiro sucessor do 2 CV. E prova disso é o facto da produção do Dyane ter chegado ao fim antes mesmo da do 2CV.

Apresentado em 1967 durante o Salão Automóvel de Paris, o Dyane destacou-se pelo desenho da porta traseira que dava acesso ao porta-bagagens, pela capota “retráctil” de duas posições, um banco traseiro removível e faróis dianteiros incorporados nos pára-choques. Possuindo 3,90 metros de comprimento e capacidade para quatro ocupantes, o Dyane foi produzido nas mesmas linhas de montagem do 2 CV e utilizava o mesmo motor.

A sua produção durou até 1983, altura em que este Citroën somava 1.444.583 unidades vendidas, sendo que pelo meio se foi diversificando e dando origem a versões distintas. Tais como Dyane 4 e o Dyane 6, uma versão “Made in Spain” que se fabricou na unidade de produção de Vigo. Com a carrinha Dyane 400, chegou ainda a um público que procurava uma van ligeira para o trabalho. A sua produção terminou sete anos antes do fim do mítico 2CV, cujas vendas ultrapassaram os cinco milhões de unidades, mais do triplo do que o Dyane que, supostamente, o viria substituir…